by Hellder 'Lage' de Pinho
xiba-te
by Hellder Pinho, em 08.11.12 às 21:19link do post | favorito

Portugal, Politica Vs Média,

uma abordagem muito (muito) superficial

 

Na nossa parvónia portuguesa as coisas são sempre assim, correm a toque de caixa da comunicação social, puxa-se por um qualquer tema e pimba…

vem um politico fala, fala, fala e é sempre a mesma coisa, se é do governo é porque tem de seguir aquela estratégia e coisa e tal, e está tudo bem, por mais feias que as coisas estejam, vamos sempre no bom caminho..., logo a seguir aparece um outro senhor da oposição, e apressa-se logo a dizer que não é bem assim, que é asneira, que está mal, e que é um erro o povo confiar nos que mandam, deixa sempre bem frisado que tem boas ideias (aliás as melhores), dá sempre a entender que sabe como devia ser feito (tudo e mais alguma coisa), mas nunca, por nunca, diz como fazer melhor.

 

A seguir vem a carneirada toda, os média que ainda não publicaram a noticia apressam-se a fazê-lo, procurando sempre o melhor ângulo de ataque, não confundir sequer com ponto de vista, a estratégia é mesmo (maior parte das vezes) de bota abaixo, as redacções encontram logo nas suas fileiras rebanhos de políticos de ambos os lados da barricada prontos a cuspir das mais elaboradas contradições ás mais esfarrapadas defesas. Com sorte o assunto morre por aqui e não passa dos tradicionais 3 minutos de reportagem, e/ou de umas quantas colunas no jornal adornadas por fotos com pelo menos um bom par de anos.

 

Se a coisa andar morna e o tema vender, entram em campo as sanguessugas, os comentadores políticos, com grade habilidade em embrulhar assuntos e sempre dispostos a acertar no cravo ou na ferradura, conforme tocar o vento, ora aparecem disfarçados de missionários do Bom Pastor e bota para lá uns bocadinhos de água benta, ora vestem o manto negro do mago que estiver mais à mão e toca a arriar a torto e a direito.

 

Se a coisa aquecer, se houver (aquela) possibilidade de fazer transbordar o assunto para a esfera pessoal, e se cheirar a parangonas… é aí, nesta guerra sem quartel que entram os «freelancer», essa estirpe de mercenários jornalísticos, que dedicam a vida a desenterrar (alegados) mistérios que possam, mesmo tenham de ser trabalhados (ou até adulterados), ligar à maquina uma qualquer noticia moribunda, e se possível, ressuscitá-la para que logo de seguida se possa fazer… sangue!


google news, portugal, politica vs média

Todo o parágrafo anterior teve outra redacção mas não a posso publicar porque poderia ferir susceptibilidades, contudo nem sequer no texto original a sua última palavra era «justiça», até porque esse conceito não consta do glossário de alguns média, que são cegos quando não lhes agrada ver.

Nota: este foi o meu comentário ao meu próprio post… tipo, para prolongar a coisa mais um pouco, assim, tipo!


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