by Hellder 'Lage' de Pinho
xiba-te
by Hellder Pinho, em 31.12.11 às 00:01link do post | favorito

2011 está feito, mais um ano arrumado… já hà alguns anos que se diz que «vem aí o lobo», e na realidade as coisas não têm sido boas, os políticos dizem que se deve à conjuntura, anos seguidos de uma desastrosa governação política que terão estado (estiveram) na origem de tudo isto, na realidade aquilo que afecta as famílias é a carteira vazia. Importa agora inverter o rumo, erguer a cabeça e pensar que podemos dar a volta por cima e construir um futuro melhor. Se até há pouco tempo só ouvíamos as más noticias dos «profetas da desgraça», agora são outras vozes que se levantam e o burburinho agora é outro, «cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém», mas a esperança «bate mais forte no coração» e este rumor de que poderemos estar a caminho (do caminho) de sair do «buraco» pode ser a alavanca que todos precisamos para entrar no novo ano com o pé direito, e assim sim, que seja um

Prospero 2012

 

trocado por miúdos


xiba-te
by Hellder Pinho, em 28.12.11 às 19:27link do post | favorito

Nasceu.

Foi numa cama de folhelho,

entre lençóis de estopa suja,

num pardieiro velho.

Trinta horas depois a mãe pegou na enxada

e foi roçar nas bordas dos caminhos

manadas de ervas

para a ovelha triste.

E a criança ficou no pardieiro

só com o fumo negro das paredes

e o crepitar do fogo,

enroscada num cesto vindimeiro,

que não havia berço

naquela casa.

 

E ninguém conta a história do menino

que não teve

nem magos a adorá-lo,

nem vacas a aquecê-lo,

mas que há-de ter

muitos Reis da Judeia a persegui-lo;

que não terá coroas de espinhos

mas coroas de baionetas,

postas até ao fundo

do seu corpo.

Ninguém há-de contar a história do menino.

Ninguém lhe vai chamar o Salvador do Mundo.

 

por: Álvaro Feijó

Porque ainda é Natal!

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xiba-te
by Hellder Pinho, em 25.12.11 às 10:48link do post | favorito

Nesta gélida manhã do dia em que celebramos a alegria do nascimento do redentor, algures na zona norte da área metropolitana do Porto, uma família, acordou como todas as manhãs para o duro desafio da vida, sem lar “vivem” no carro, um casal com duas crianças, não há destino que justifique tal desaire, se for consciente não haverá maior sofrimento que a dor dos pais, …receberam um pequeno agrado, mas,

será que estas crianças souberam que era Natal.

 

Este não é um conto de Natal


xiba-te
by Hellder Pinho, em 22.12.11 às 17:20link do post | favorito

Este Natal não peço pouco, uma chama de esperança, que tudo melhore, e que a alegria não desapareça do rosto dos nossos filhos, seria muito e bom.

Feliz Natal!

 

Feliz Natal 2011 - Uma Chama de Esperança

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xiba-te
by Hellder Pinho, em 19.12.11 às 21:58link do post | favorito

Já todos ouvimos a célebre frase dos tempos ditos difíceis: “uma sardinha para três”, já muitos de nós passamos por dificuldades, já alguns chegaram a comer “massa com massa”, mas tudo parece passado e não temos presente a realidade que nos rodeia, na maior parte das vezes encaramos o problema daqueles que hoje em dia passam dificuldades como uma coisa distante que só se fala na televisão, mas por todo o lado há pessoas a passar: FOME, são desempregados que não têm o que dar de comer aos filhos, são trabalhadores que não conseguem equilibrar o orçamento familiar, são pessoas que passam dificuldades e “comem o pão que o diabo amassou” nesta vida em que ninguém merece tal castigo, para muitos esta época não passará de mais uma data no calendário da sobrevivência com o sabor amargo de quem pouco ou nada tem para pôr na boca… sinto falta de coragem até para escrever isto, vergonha (será?!) de ser impotente, podemos dar, dar e dar e não acabar com o problema: da conjuntura (dirão os pragmáticos), a solução não é simples mas depende de todos nós e deverá começar por cima: acabar com os “tachos”, reduzir a despesa, dotar a sociedade de valores morais para criar condições para que a economia evolua: inovar, criar, produzir, os chavões poderiam continuar mas… entretanto continuaremos a ter Natais sem consoadas nem tão pouco caldeirada.

Um tacho de batatas com atum em lata - Natal 2011



xiba-te
by Hellder Pinho, em 16.12.11 às 05:59link do post | favorito

Chegou a noite dos jantares de Natal, ou melhor "jantaradas", não há restaurante que se preze que não apresente as suas mais sumptuosas ementas com requintadíssimos menus cheios de floreados que não servem para mais do que chular os mais incautos: aperitivos, dois ou três pratos principais (carne, peixe e bacalhau), sobremesas e copos, muitos copos para esvaziar.

A rua inundada de carros mal estacionados marca o local, a desbunda começa ali, eles com fatos impregnados de um refinado perfume a naftalina e gravatas de nó esgalhado, elas quase a tombar dos saltos altos e “altas” mini-minissaias que até poderiam provocar qualquer coisa mas na realidade não ousam nada. Abrem-se as hostilidades com os primeiros drinks a acompanhar as amostras grátis de rissóis e pasteis de arroz que fazem de entradas, «couvert, mé bian siur! que m’ensinou o meu primo imigrante na França!».

Embala-se a seguir no prato principal a tradicional troca de prendas do amigo (in)visível, o exotismo das oferendas serve de mote a mais cargas etílicas, para aquecer os ânimos e amorfar um manjar onde se investiu “couro e cabelo”, e onde todas as mentes entraram cheias de coragem e com o mesmo propósito: «É hoje, e de hoje não escapas, vais ver!»

Empanturrados e encharcados, tanto que até já se dizem algumas verdades azedas, chega-se aos doces da sobremesa com a barriga cheia e quase com o “caldo entornado”. A noite corre, a amena cavaqueira abranda, os assuntos esgotam-se os argumentos esvaziaram-se, e esfumam-se as expectativas, empurra-se a conta com café e brandy (fica mal pedir uma “borradinha”).

Prepara-se o segundo round, a visita guiada a um estabelecimento nocturno da especialidade, dependendo do ímpeto pode até ser o mato mais próximo, para aliviar os excessos, claro! O ar fresco aviva a consciência: «ai se m’aparecem os cucos…», e aqui desistem os primeiros, quase todos!

Descrever o que sucede na fase seguinte da noite é um privilégio de alguns poucos, por isso passo a explicar, embora não haja muito a dizer, as cargas etílicas passam a ser mais fortes e intercaladas com bebidas de cápsula, volta a conversa, fala-se muito, fala-se demais, “abana-se o capacete”, e… «ora bolas não me lembro do resto».

Atingir a ultima fase da noite é um feito quase lendário onde se desconhecem os rostos dos intervenientes, pelo que por via das dúvidas se desconfia sempre daqueles que se gabam de o terem alcançado, diz-se que eles próprios contam histórias confusas sem se perceber exactamente o que se passou, apenas com uma certeza acabam (como todos os outros) a acordar no sítio do costume com a ressaca do ano.

Esta é uma noite de Natal em que nada lembra o espírito da época, tudo nesta noite é uma aparência aparente em que nem tudo é o que parece.

 

Um prato de bacalhau com espinhas.


xiba-te
by Hellder Pinho, em 13.12.11 às 00:01link do post | favorito

O que fazes enquanto o leite aquece?

Esperas, pois!

O homem (macho comum) é por excelência um ser multifacetado, carregado de qualidades, cheio de boas intenções, mas no mundo das mulheres (vulgo: cozinha) não consegue fazer sequer duas coisas ao mesmo tempo, esta criatura de estilo MS-DOS (idade da pedra) precisa de um upgrade para um moderno multitasking Windows, para à semelhança do seu congénere feminino fazer mais que uma coisa ao mesmo tempo (como se isso fosse possível), por exemplo: enquanto o leite aquece no microondas (usar fervedor e fogão requer habilidades artesanais e técnicas ancestrais), vá guardar o leite, buscar os biscoitos, e outras coisas que tais que só uma mente complexa como a da fêmea pode engendrar, que culminariam numa colher cheia de açúcar pronta a meter dentro da caneca assim que do aparelhometro soasse a apitadela final.

 

O que fazes enquanto o leite aquece? Esperas, pois!

xiba-te
by Hellder Pinho, em 10.12.11 às 17:42link do post | favorito

«O Pai Natal à beira do menino Jesus é um velhote.»

Os velhos têm a lábia toda, mas as crianças com a infinita sabedoria dos inocentes são bem mais puras, não adianta esconder, mais cedo ou mais tarde eles chegam lá:

quanto mais velhos mais matreiros (ficamos)!

 

«O Pai Natal à beira do menino Jesus é um velhote.»


xiba-te
by Hellder Pinho, em 07.12.11 às 00:01link do post | favorito

Vicio que é vicio, como o da leitura, vai que não vai, há-de puxar por outro, o de um bom café, e os dois juntos já são um prazer, mexe que não mexe, e como não há duas sem três, volta que não volta, a surpresa de um convite arrojado para uma extravagância nocturna pode até surpreender os mais afoitos, pensa que não pensa (mas devia), resposta que se preze tem de ser à altura, anda que não desanda, lá chegará a hora de acabar com os rodeios e ir directo ao assunto, larga que não agarra, a indecisão persiste, o livro é bom e a tentação espreita a cada chávena… está decidido fico por aqui, não tomo outro café… hoje.

 

uma noite embaciamos os vidros do carro. hoje é a noite! Nicola Cafés

Uma noite embaciamos os vidros do carro. Hoje é a noite!

Nicola Cafés


xiba-te
by Hellder Pinho, em 04.12.11 às 11:12link do post | favorito

a vida é para ser vivida com intensidade,

rasgada em todos os seus limites,

no fio da navalha (se possível a cortar),

sem perder o fio do horizonte,

sempre, sempre em profundidade…

o nosso destino é o infinito!

 

pôr-do-sol, Furadouro 22 de oitembro de 2011


xiba-te
by Hellder Pinho, em 01.12.11 às 18:39link do post | favorito

Deito-me e fecho os olhos, estou confortável, viajo para longe daqui, revisito aqueles lugares onde a saudade bate mais forte, recordo aqueles sorrisos sempre presentes, por instantes sou feliz… toca o telemóvel, o mundo real chama, será que voltou o pesadelo?

 Cidade do Porto, 21 de Novembro de 2011Cidade do Porto, 21 de Novembro de 2011


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