by Hellder 'Lage' de Pinho
xiba-te
by Hellder Pinho, em 30.04.12 às 21:38link do post | favorito

Perdem-se no tempo os porquês de na noite de 30 de Abril para 1 de Maio se adornarem portas e janelas de casas e currais com Maias (Giestas em flor), era (e ainda é) “sagrado”, muito embora não se perceba bem se para afastar o demo?, para que na casa não falte pão?, para dar sorte?, ou pura e simplesmente por tradição, cumpre-se assim religiosamente o folclore pagão, que agora se estende ás garagens, automóveis, e a tudo e mais alguma coisa.

Nos próximos dias, ao bom estilo (pacóvio) português, iremos assistir à triste cena de vermos as felizes giestas verdes de flores amarelas esquecidas a murchar, secar e desfazer-se num qualquer beiral, à semelhança do que acontece com as «sagradíssimas» bandeirolas da Quaresma e da Páscoa que acabam por ficar onde foram colocadas até desbotarem, caírem de podres, ou serem arrastadas por uma qualquer intempérie, ou pior ainda como o que acontece com o estandarte nacional, que se observarmos com atenção ainda restam alguns por aí do tempo do Euro 2004 (vulgo: Bandeira do Scolari - «Cruzes Credo»), atados a um qualquer pau, desbotados e esfarrapados, o triste fim das nossos divisas (as nossas quinas), sem honra nem gloria.

 

Maias - Giestas em Flor - Não vá o diabo tecê-las


Para que neste blog não faltem visitas e ao blogger inspiração, cumpre-se aqui o costume pagão adornando este post com Maias (Giestas em flor), para afastar o «dito»,

não vá o diabo tecê-las…


xiba-te
by Hellder Pinho, em 24.04.12 às 21:50link do post | favorito

Neste longo rescaldo da revolução do 25 de Abril, há ainda questões que os livros da escola não me esclareceram, que os professores não souberam explicar, e que ainda hoje não constam dos manuais de Historia dos meus filhos, que há pergunta se sabiam o que foi o 25 de Abril pouco mais souberam dizer além de: «foi a Revolução dos Cravos», e que devia ter alguma coisa a ver com a musica porque foi disso que lhes falaram, … pois claro!, uma Rave ou um festival de primavera em 1974, onde apareceram uns quantos militares de chaimite e de armas adornadas com cravos vermelhos, vai daí depuseram a ditadura fascista, que era anti-cultural não deixava passar na rádio a musica que a malta queria ouvir, e que revia os textos dos jornais para que ficassem a gosto dos mandantes do regime. Aí está!, tivemos aqui em Portugal uma revolução romântica.

Ao longo dos tempos tenho vindo a prestar atenção ao tema para ver se alguma coisa me escapou, isto porque, não é a revolução que me preocupa, mas sim o após revolução e as suas consequências. No fim da “festa” foi preciso arrumar a casa, mandar vir os soldados que lutavam nas colónias, e iniciar a descolonização (que tinha de ser feita), mas tendo em conta todas as agruras por que passaram as ex-colónias nestes anos…, fizemos um trabalho muito mal feito. As nossas “lides domésticas” também foram desastrosas: nacionalizações, e reforma agrária, as industrias eram lucrativas, as searas cultivadas, mas depois deixaram de o ser!..., claro que havia a questão do proletariado, e outras… mas não haveria outras formas de o fazer sem arruinar tudo?!

 

As ruínas do 25 de Abril

 

Talvez daqui a umas décadas este assunto seja dignamente aflorado, quando já não estivermos debaixo da “censura” da ideologia instalada no pós-revolução.


xiba-te
by Hellder Pinho, em 12.04.12 às 21:57link do post | favorito

Será?

Os antigos, mas sempre actuais, provérbios dizem:

 

Se a Senhora das Candeias rir, o Inverno está para vir.

A água que no Verão há-de regar, em Abril e Maio há-de ficar.

A ti chova todo o ano e a mim Abril e Maio.

Água que no Verão há-de regar, em Abril há-de ficar.

Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.

Abril, ora chora, ora ri.

Abril frio traz pão e vinho.

Abril molhado, ano abastado.

Abril, tempo de cuco, de manhã molhado e à tarde enxuto.

Abril, águas mil.

 

Praia do Furadouro, 9 de Abril de 2012
Praia do Furadouro



xiba-te
by Hellder Pinho, em 06.04.12 às 15:00link do post | favorito

Chegamos a sexta-feira santa a caminhada desta quaresma aproxima-se do fim, variando na forma e no comprometimento a maioria dos católicos tratou a esta época com a habitual indiferença, limitando-se a cumprir com o protocolo do jejum das sextas-feiras. A tradição (pagã) ainda dita que nas sextas-feiras se coma peixe, mas essa é um erro de interpretação, ou seja a regra de "antigamente" era que se fizesse o sacrifício de não comer carne (alimento "rico") nos dias de jejum, contudo a substituição da carne por peixe na refeição pode não consistir jejum, e em alguns casos quer pelo seu valor ou pela forma (como é apreciado) pode até traduzir o inverso, a gula.

Ao longo dos tempos diversas correntes foram aparecendo, a que "vigorava" a meio do século passado a do jejum sem carne (quando nem sequer se cheirava o do peixe), mais tarde nos anos 80 a "moda" passava por cortar no café e nos cigarros, e agora que chegamos ao novo milénio da redenção as opções da modernidade passam pela abstinência aos vícios actuais da tv aos jogos on-line, tudo conta desde que signifique sacrifício, e seja feito na devida descrição.

Na essência desta época deve prevalecer sempre o espírito de sacrifício, e o arrependimento acompanhado do perdão, são estes os valores que perduram desde há dois milénios para cá, foram fundamentados no sacrifício humano do nosso irmão Jesus Cristo, e vão continuar a inspirar as gerações futuras no caminho do bem e da verdade.

 

Os Santos Jejuns das Sextas-Feiras

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xiba-te
by Hellder Pinho, em 03.04.12 às 03:33link do post | favorito

O mundo vive sob ameaça constante, umas vezes de forma inconsciente, outras de forma estudada, são inúmeras as atrocidades a que é sujeito o ambiente do nosso planeta Terra. Se a isto juntarmos a vontade extremista de suposto grupo ecologista que tenta chamar à atenção para a sua causa pela via do terrorismo, temos uma mistura explosiva para um livro demolidor, e intenso.

Estado de Pânico - Michael Crichton

 

«Agora estamos envolvidos numa nova grande teoria, que mais uma vez foi buscar o apoio dos políticos, cientistas e celebridades do mundo inteiro. Mais uma vez, é promovida pelas maiores fundações. Mais uma vez, a pesquisa é feita pelas grandes universidades. Mais uma vez, os críticos são poucos e mal tratados.

E mais uma vez, as medidas propostas têm poucas bases factuais ou cientificas. Mais uma vez, grupos com outros objectivos ficam escondidos atrás dum movimento que parece superior. Mais uma vez, as afirmações de superioridade moral justificam as acções extremas. Mais uma vez, o facto de algumas pessoas serem prejudicadas é visto com indiferença porque se diz que a causa abstracta é mais importante do que quaisquer consequências humanas. Mais uma vez, termos vagos como sustentabilidade e justiça geracional – termos que não têm uma definição aceite por todos – são usados ao serviço da nova crise.»

in «Estado de Pânico» de Michael Crichton

 

Será que caminhamos para o suicídio colectivo através da destruição ambiental do planeta?

Será verdadeira a teoria do aquecimento global?

Afinal de que lado está a Verdade, da ciência, ou a ciência está de tal forma minada pela política que se desconhece a verdadeira extensão do suposto caos ecológico.

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teias de aranha
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