by Hellder 'Lage' de Pinho
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by Hellder Pinho, em 15.08.10 às 22:58link do post | favorito

Domingo 15 de Agosto é o dia em que todos os (e)migrantes gostariam de estar na sua Suíça Portuguesa, em Vale de Cambra a romaria à Nossa Senhora da Saúde da Serra acolhe milhares de forasteiros da Terra e arredores, até porque (a)parecem por lá alguns “extra-terrestres”.

São cada vez menos aqueles que optam por ir de véspera para a festa e pernoitar ao ar livre ou em tendas até porque o espaço extra atulhado e o buliço da noite não convidam ao repouso. Para os que optam por ir no dia e a pé a jornada começa invariavelmente cedo, pela fresquinha custa sempre (menos), pelo vale a estrada percorre-se ao ritmo fresco da madrugada, mas quando o dia desponta a íngreme subida á serra cruza-se com o cansaço, para uma caminhada como esta a opção natural é utilizar calçado confortável pelo que até é habitual vermos “peregrinas” a calcorrear a pedregosa ponta final do caminho em chinelos de quarto ou até mesmo montadas nuns vulgaríssimos esguios sapatos de tacão alto.

A tradicional festa fervilha de furor religioso com imensos fieis que atulham a pequena capela e pagam á Santa as suas promessas, mas a paganização da festa transforma o recinto numa desordenada e ruidosa feira onde se amontoam bancadas que vendem tudo e mais alguma coisa, tascas que confeccionam a toda a hora qualquer coisa grelhada com pó, carrosséis que poluem o ambiente com a sua constante cacofonia remixada com campainhas (audível até durante os serviços religiosos), e a tudo isto juntamos o constante vai e vem de romeiros errantes, uma enorme mole humana que anima e transforma em arraial o pacato "lugarejo" de Gestoso em São Pedro de Castelões.

06:55 a caminho da Sra. da Saúde, uma vista sobre o vale de Cambra, DESLUMBRANTE. 15 de Agosto de 2010, 06:55

a caminho da Sra. da Saúde, vista sobre o vale de Cambra, deslumbrante.

Domingo 15 de Agosto é o dia em que todos os (e)migrantes gostariam de estar na sua Suíça Portuguesa, em Vale de Cambra a romaria à Nossa Senhora da Saúde da Serra acolhe milhares de forasteiros da Terra e arredores, até porque (a)parecem por lá alguns “extra-terrestres”.

São cada vez menos aqueles que optam por ir de véspera para a festa e pernoitar ao ar livre ou em tendas até porque o espaço extra atulhado e o buliço da noite não convidam ao repouso. Para os que optam por ir no dia e a pé a jornada começa invariavelmente cedo, pela fresquinha custa sempre (menos), pelo vale a estrada percorre-se ao ritmo fresco da madrugada, mas quando o dia desponta a íngreme subida á serra cruza-se com o cansaço, para uma caminhada como esta a opção natural é utilizar calçado confortável pelo que até é habitual vermos “peregrinas” a calcorrear a pedregosa ponta final do caminho em chinelos de quarto ou até mesmo montadas nuns vulgaríssimos esguios sapatos de tacão alto.

A tradicional festa fervilha de furor religioso com imensos fieis que atulham a pequena capela e pagam á Santa as suas promessas, mas a paganização da festa transforma o recinto numa desordenada e ruidosa feira onde se amontoam bancadas que vendem tudo e mais alguma coisa, tascas que confeccionam a toda a hora qualquer coisa grelhada com pó, carrosséis que poluem o ambiente com a sua constante cacofonia remixada com campainhas (audível até durante os serviços religiosos), e a tudo isto juntamos o constante vai e vem de romeiros errantes, uma enorme mole humana que anima e transforma em arraial o pacato lugarejo de Gestoso em São Pedro de Castelões.

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