by Hellder 'Lage' de Pinho
xiba-te
by Hellder Pinho, em 15.02.14 às 22:34link do post | favorito

Muito se falou sobre esta obra, contudo para os que não a leram há duvidas se levantaram:
 
Afinal, será carne ou peixe?
Bem, peixe não é, e carnal é certamente, mas a mão que temperou não tinha a mão lá muito certa e se houve vezes em que carregou no picante, outras foram em que se desleixou e deixou correr o texto para uma pura dieta, sem sequer pitada de sal. Esta obra pseudo gourmet acaba por saber um bocado a fast food em formato enfarda burros.

Então, não há nada de novo debaixo do céu?
Não é bem assim, abriram-se brechas, alargaram-se horizontes, desmistificaram-se temas. Mas depois disto tudo a vida continua, as donas de casa voltarão ao seu estado normal de “Anastácias” e hão-de continuar a achar muito mais entusiasmante o consultório da revista Maria do que estes Cinquenta contos para dormir. Contudo muitas serão aquelas que não darão por perdida a saliva que gastaram a virar as paginas do livro e... não voltarão a beber espumante da mesma maneira.

 

 As Cinquenta Sombras Livre - E L James


Para uma historia que muito pau prometeu levantar, estes três volumes não mais fizeram do que deitar abaixo muitas árvores, e fazer vergar a mola de quem com tanta folha de papel carregou.

Esclarecidos? Não me parece, leiam um bocado... e façam o favor de ser felizes.


xiba-te
by Hellder Pinho, em 28.05.13 às 22:10link do post | favorito

Deixei-me inebriar pelo enredo, fiquei mesmo entusiasmado, tomei um duche com aquele gel de banho cheiroso, vesti uma camisa de linho branco e umas calças de fazenda preta, estava quase a colocar a gravata cinzenta quando a minha mulher me chamou, assim que me viu revirou os olhos e mordeu o lábio, deu-me um beijo demorado e pediu… que fosse à rua levar o lixo, vá lá, fui pela sombra.

 

Fifty Shades of Grey - As Cinquenta Sombras de Grey - E L James

As Cinquenta Sombras de Grey – E L James

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xiba-te
by Hellder Pinho, em 12.05.13 às 11:00link do post | favorito

De salto alto ou sapatilhas, de calça de ganga ou de lycra, aos poucos e poucos a bancada vai-se enchendo, o burburinho diz-nos que este publico é conhecedor, e tem por hábito frequentar este espaço, não faltam os apetrechos dignos de quem não deixa os seus créditos por mãos alheias, e a seu modo elas lá se vão preparando para o jogo, da tradicional garrafinha de água, à buzina, passando pela indiscreta mantinha para melhor instalar o rabo, tudo é permitido.

O apito do árbitro dita ao início das hostilidades, e sob o olhar atento das especialistas eles lá vão trocando a bola, na bancada os comentários ao andamento da partida são dignos do linguajar de qualquer político comentador da bola, e à medida que o jogo vai esmorecendo as conversas vão-se desviando para outros campos, da manicura ao preço do frango, tudo se discute, e se não entrar nenhum golo ou não houver lance polemico que esquente a conversa podia até dizer-se que estas mulheres se tinham reunido para o chá das cinco, ou até para fazer um crochetzinho.

Mas não se deixem enganar pelo olhar manso delas, pois basta uma qualquer rasteira ou lance mal apitado para que o circo pegue fogo, com a precisão digital de uma qualquer repetição em camara lenta desfazem alguma dúvida que ainda pudesse prevalecer, e quando não ficam satisfeitas fingem esquecer o nome do interveniente e põe-se para lá a invocar a sua progenitora, até por vezes e no calor da emoção esquecem que são elas, ou melhor o filho d... do gajo das panelas, mais ou menos isso! Quando o jogo não corre de feição elas demonstram estar à altura dos acontecimentos, debitando quantidades inimagináveis de palavrões que fazem o mais afoito adepto de futebol parecer um menino de coro.

E ainda bem que o árbitro apitou para o intervalo que elas já estão com a garganta seca, e nada melhor do que irem molhar o bico com uma bujeca, e já agora uma bifana para acompanhar e outra bujeca para empurrar.

Se algo pode correr mal a um jogo destes é não haver golos, tem de haver aqui entusiasmo e emoção, que elas precisam de gritar, praguejar, saltar, espernear, para a seguir voltarem ao mesmo, discutirem assuntos de interesse como a quantidade certa de açúcar para o bolo de mármore, “era cartão amarelo q’eu vi!”, o novo amante da coisa e tal, “olha a falta... não chutes assim carago”, fazer mais uma chamada para casa (só para controlar caramelo), “vai-lhe às canetas, sem medo!”, mais dois dedos de conversa, “corre atrás dele, vai!”, e pelo meio uma atrás de outra e mais outra mensagem de amor (para o amante).

No fim, não há pressa em ir embora, porque tarda o consenso, e elas não se decidem se as meias que a outra trazia eram assim tão escandalosas, se a mini-saia era um cinto, ou se era possível pôr-lhe mais uns quantos defeitos ao decote...

A caminho do carro ainda resta tempo para mais uma chamadinha para o marido:

«Olha que se me deixas queimar o assado, eu boto-te os cornos…

…outra vez!»

 

não lhe dês bola - mulheres no futebol

 

Nota: Este artigo é pura ficção... ou quase

Imagem meramente ilustrativa

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xiba-te
by Hellder Pinho, em 25.01.13 às 21:55link do post | favorito

Eu, o blog e a ritinha, fartos da chuva, do mau tempo, dos impostos, dos duodécimos, da intrujice, e de muito mais, queremos só que nos deixem viver, e não nos chateiem muito a mona.

É complicado suportar a teimosia da sociedade, não temos de ter opinião para tudo e mais alguma coisa, não temos de andar sempre a falar disto e daquilo, ter de saber se chove ou cai geada, se é preciso cortar ou pedir emprestado, se isso é tapar a cabeça ou destapar os pés, se as louras são platinadas ou verdadeiras, se fazem solário ou se pintam com verniz, se as ditas são de gel ou naturais, e sem sequer se poder testar… é preciso ter lata!

Neste país de comentadores, somos cada vez mais convidados a condicionadamente expressar “livremente” a nossa opinião para que logo a seguir, basta virar costas, sermos vitimas de chacota, porque por mais assertivos que sejamos haverá sempre um qualquer hipócrita, versado no dão da verdade suprema (a sua), pronto a vomitar uma qualquer critica de bota-abaixo.

Enfim viva a liberdade de fazer-mos ouvidos moucos (dá cá um jeitaço), de nos alhearmos da politica (já era), de mandarmos a economia para o galheiro (o pesadelo), de não reparar-mos na perua espampanante (como se isso fosse possível)...

 

cadela ritinha

 

…no fim de contas todos ambicionamos o mesmo: o blog quer posts bons, eu quero ser feliz, a ritinha não quer que a aborreçam, como todos: à procura de melhores dias!


xiba-te
by Hellder Pinho, em 02.12.12 às 19:20link do post | favorito

…não é todos os dias que nos fazem uma oferta destas, e logo três de uma vez, a diferença saltava logo à vista, uma das nossas de faces bem rosadinhas, tamanhinho roda 20 (pequenina como a sardinha), e duas grandes louras que se destacavam-se à distância, ao perto (bem mais ao perto) senti-me logo atraído pelo aroma perfumado da nossa patrícia, mas tinha de escolher e não me fiz de esquisito, senti-lhes a pele macia e apalpei-as (bem apalpadas).

A fome já se juntava à vontade de comer e não demorei muito a decidir-me por uma das russas, tive mais olhos que barriga e nem sequer me dei ao trabalho de a descascar.

Atirei-me a ela à dentada (como se não houvesse amanhã), mas logo se confirmou que era tudo fogo-de-vista, nem ofereceu resistência, muito balofa, sem consistência, e quase sem sumo, (além disso) deu muito trabalho, acabei desconsolado e tão enjoado que as outras vão ter de esperar por melhores dias para serem comidas…

As maçãs, tal como a nossa língua (portuguesa), são assim… muito traiçoeiras!


duas polacas e uma portuguesa

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xiba-te
by Hellder Pinho, em 16.08.12 às 07:11link do post | favorito

Na praia é assim reina a democracia, são as Francesas com os seus enormes biquínis, as Alemãs a querem ver-se livres deles, e as Portuguesas que aderiram em massa à moda das Italianas e preferem os cavados, sempre enfiados, na linha que separa tudo isto encontramos alguns machos que continuam a preferir as esplanadas e as minis deixando assim a areia menos poluída, entretanto os miúdos continuam a divertir-se com o que mais interessa na praia: areia, sol e mar...

Agora resta besuntar as curvas com o creme de cenoura, espetar com os phones nos ouvidos dedilhar pelo iPod à procura do ultimo êxito do Tony Carreira, e esperar que passe um garoto qualquer mais atrevido e que nos deixe salpicados de areia qual panado acabadinho de fritar, o pretexto perfeito para (des)armar barraca e ir dar um bom mergulho, isto é ir molhar os pés, que mesmo com bandeira verde por aqui a água é fresquíssima e as ondas metem medo.

De volta à toalha é tempo de mordiscar uma maçã (qual macintosh qual quê: starking espanhola e ainda com a etiqueta, para dar mais style), até parecia mal trazer uns croquetes para a praia, mas até já ia...

Não há areal que se preze onde não apareçam os vendedores ambulantes, um marroquino carregado de produtos das melhores e mais caras marcas de renome, e como sempre cheio de faro para o negócio aborda um casal de Francius que a falar um português impec dizem que aquilo não lhes serve: «ando de Panamera num bou comprar disso» diz ele, «e o original Versace é verde e castanho queu bi em paris» queixa-se ela enchendo o peito de ar para realçar a caixa torácica, mais à frente o magrebino lamenta não ter os tais iPhone de 150 paus mas «ficaru retidos em Valência…», e há propostas para todos os gostos: «Bolacha Americana, a língua da Sogra... Ai Sogrinha!» apregoa um, «chora que a mãe dá» grita o das pipocas, por aqui só faltam (tipo) as bolas de Berlim, mas não fazem falta, não estivesse-mos nós numa praia do “noarte” e isso é coisa de alfacinhas que gostam de (tipo) se intoxicar…, o desfile continua, passa uma cigana carregada de cabides e larga mais um piropo: «ó jeitoza! querez'um bestido?», nisto o marroquino volta à carga e consegue sacar aos esquisitos 60 broas, uns óculos de sol para ele e uma mala para ela, afinal "as cores até cumbinam bem". Na debandada a alemã ainda fica à espera do pôr-do-sol e diverte-se na sua arte burlesca de esconder pouco aquilo que parece desejosa por mostrar, a esquisita chique trocou o saco preto do PingoDoce pela Versace, e o esquisito ainda não conseguiu pôr o Renault 19 a trabalhar, deve ter vindo com o carro do jardineiro e deixou o Porsche na garagem, só para disfarçar... Claro!

Na praia é assim reina a democracia.

Praia de Aver-o-Mar, Povoa de Varzim 

Praia de Aver-o-Mar, Povoa de Varzim


xiba-te
by Hellder Pinho, em 29.07.12 às 20:22link do post | favorito

Vivemos rodeados de sabichões superdotados, doutorados pela universal sabedoria popular, donos e senhores de uma inigualável inteligência multifacetada que abrange todo e qualquer tema que se aflore, quais wikipedias ambulantes estão sempre prontos para ter a melhor opinião, e na perspetiva deles a única possível e válida, argumentam do átomo à molécula, com a mesma facilidade que driblam entre o futebol e a politica, para eles a vida não tem segredos quer se trate de saber a melhor forma de cultivar o feijão ou a melhor lua para procriar, no lugar dos outros fariam sempre diferente já que a seu primoroso raciocínio superior assim o dita, senhores absolutos da melhor e mais acertada escolha, pena que não se olhem no espelho estes génios incompreendidos da economia das misérias humanas, que em ambos os estados de pobreza se equivalem.

Idiotas chapados, dotados duma trela imparável, só igualável ao seu sempre apurado ponto de vista, debitam pareceres (e outras quantas barbaridades) a uma velocidade tal que faria corar qualquer relatador de futebol profissional, sempre prontos a ombrear o seu patuá com a retórica do barbeiro mais afoito, o seu discurso faz a homilia do padre pregador parecer uma história de embalar.

 

Conversa para boi dormir

Donos de um cérebro constantemente ébrio, mesmo a “seco”, estão sempre prontos a cuspir a “melhor” opinião, se falamos de motas: «As 125 são um espetáculo aquilo é uma proeza e só andei numa uma vez as japonesas são boas mas as americanas são melhores», o tema muda para feijões: «que tem de ser plantados quando a terra estiver mais coisa… e cozidos na sopa são uma maravilha», e pneus: «para a chuva tens de usar daqueles dos rasgos…, mas agora de verão… há carradas deles na praia», e as hérnias: «são buracos onde se enfia uma tripa e com o esforço aquilo e uma dor do carago!»


xiba-te
by Hellder Pinho, em 23.07.12 às 21:27link do post | favorito

Uma das maiores capacidades dos homens é a adaptação, tão depressa estão à mesa do café a discutir os fluidos do adultério das cabritas da freguesia, como no momento seguinte entra o Senhor Abade junta-se ao grupo, e a conversa muda logo para a fervorosa fé das ovelhas do rebanho da paróquia.


Super-Bock e Bogani


xiba-te
by Hellder Pinho, em 30.05.12 às 22:26link do post | favorito

*** FICAM AVISADOS: este texto pode conter expressões consideradas machistas e susceptíveis de ferir a sensibilidade feminina ***

 

Para tudo é preciso ter jeito e para lidar com mulheres é preciso muito mais, e começa logo pelo tratamento, não há Querida donzela que regateie um bom galanteio, a uma pura quarentona se a tratarmos por Menina é meio caminho andado, à senhora um cortejar simples como Tia assenta como uma luva, e a avozinha pode até nem ser nossa mas com este carinhozinho fica logo um doce, contudo… não há manual, nem compêndio que traga a receita secreta para lidar com as damas, a todos interessados em travar amizade com o sexo oposto recomenda-se vivamente que se dediquem primeiro à sua observação, este processo pode parecer fastidioso e inconclusivo mas em muitos casos revela-se proveitoso, no caso dos aventureiros que buscam parceira para fins afectivos aconselha-se sempre que possível a segregação da amada do seu grupo de origem, dizem (embora não esteja cientificamente provado) que em grupo elas podem ser muito ingratas umas com as outras, principalmente quando assanhadas por motivos passionais, nas situações mais desesperadas de varões em que buscam parceira aconselha-se frontalidade, sem rodeios, muito embora, se recomende muito treino, como por exemplo o esbofetear da própria cara, no acasalamento elas mostram-se ciumentas e apreciam pouco a partilha de machos, contudo há inúmeros relatos de concubinas que gostam de experimentar diversos, mas sempre em exclusividade, nada de misturas.

 

Mulheres, Depois não digam que eu não avisei

Depois não digam que eu não avisei

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xiba-te
by Hellder Pinho, em 15.02.12 às 23:03link do post | favorito

Na paixão tal como em tudo na vida as nossas vontades são dominadas pelos apetites, o sal de um momento pode ser despertado pela doçura de um sorriso, a pimenta de uma ocasião pode estar à flor da pele na linha que separa o caramelo do creme de ovos, e… são tantas as vezes que temos de colocar os nossos desejos em banho-maria antes que esturrem, porque há sentimentos que fervem em pouca água, intenções cruas prontas a estrugir, carinhos insossos prontos a ser salgados por aquela lágrima de felicidade, calores escondidos que rebentam ao sabor agridoce do primeiro beijo.

O aroma da tentação chega ainda antes da primeira trinca, esta delícia é um petisco que se serve sem guarnição, que se prova mas nem sempre se aprova, saboreia-se lentamente, e rega-se generosamente com o néctar da loucura.

O gelado da prudência derrete-se no ardor do ensejo quando a lucidez já não faz farinha da perdição, ama-se com gula, e come-se como se não houvesse amanhã.

O remorso queima-se com o café, e o sentimento de realidade evapora-se a cada gole de um sempre ultimo digestivo.

Quando o caldo se entorna e chega a traição, esquece-se o colesterol, acabam-se as dietas, entorta-se o destino, e afagam-se as mágoas numa qualquer fatia de Bolo Estrelado.

Bolo Estrelado - Fast-Love


xiba-te
by Hellder Pinho, em 07.12.11 às 00:01link do post | favorito

Vicio que é vicio, como o da leitura, vai que não vai, há-de puxar por outro, o de um bom café, e os dois juntos já são um prazer, mexe que não mexe, e como não há duas sem três, volta que não volta, a surpresa de um convite arrojado para uma extravagância nocturna pode até surpreender os mais afoitos, pensa que não pensa (mas devia), resposta que se preze tem de ser à altura, anda que não desanda, lá chegará a hora de acabar com os rodeios e ir directo ao assunto, larga que não agarra, a indecisão persiste, o livro é bom e a tentação espreita a cada chávena… está decidido fico por aqui, não tomo outro café… hoje.

 

uma noite embaciamos os vidros do carro. hoje é a noite! Nicola Cafés

Uma noite embaciamos os vidros do carro. Hoje é a noite!

Nicola Cafés


xiba-te
by Hellder Pinho, em 10.06.11 às 17:31link do post | favorito

Longe vão os tempos em que Camões exultou a nossa gloria, longe vão os tempos em que eram grandes os nossos feitos, «ora bolas!», afinal o que se passa, já não seremos nós uma pequena grande nação, um peito ilustre lusitano, que honra canta e rejubila da sua gloria, não teremos sido nós os grandes guerreiros que venceram os deuses do medo, e os preconizadores da grande fusão de sociedades, Deus criou o homem e o português criou a mulata (e fê-la bela). Então porque continuamos acabrunhados, a lamuriarmos constantemente a nossa sorte de não termos nascido ricos, de estarmos (agora) confinados a este canto da Europa (jardim para os outros se passearem), e de todos e mais alguns empecilhos que nos empoeiram o cérebro?

 

Ontem como hoje, hoje como amanhã, o que é preciso é erguer a cabeça, e seguir em frente, demonstrar o nosso valor e vencer, é certo que não temos tecnologia como no tempo de Camões para ir conquistar outros novos mundos alem-terra, nem tão pouco vendemos aviões ou comboios de alta velocidade, mas somos lideres na alta tecnologia que empina o rabo e transforma as flácidas peles das finas senhoras Europeias em firmes e esculturais pernas assim que assentam os seus pés em qualquer sapato de salto alto pensado, desenhado, e feito por mãos Lusitanas, e porque não dizê-lo somos cobiçados pela inteligência e constantemente assediados para trabalhar alem-terra, já não somos só reconhecidos como mão de obra forte e voluntariosa. Se também nos gabam e procuram pelas qualificações, capacidade científica e imaginação, então está hora de apostarmos nós na nossa Lusitânia.

 

Crónica de 10 de Junho, dia de Portugal, Camões, e das Comunidades

 

Crónica de 10 de Junho, dia de Portugal, Camões, e das Comunidades



xiba-te
by Hellder Pinho, em 01.05.11 às 16:23link do post | favorito

À Mãe

que se deita ás horas que forem

e se levanta antes de todos

que tem um carinho

e vai trabalhar

vê os TPC’s

apalpa a testa

e dá banho

lava, passa e veste

remenda, cozinha e limpa

dá um beijinho de boa noite

e volta ao trabalho…

 

a Mãe Anitas quando era nova

Primeiro de Maio de 2011, Dia da Mãe e dia do Trabalhador.



xiba-te
by Hellder Pinho, em 08.03.11 às 18:47link do post | favorito

Mulheres

Mulheres!!!
Deusas disfarçadas na fragilidade.
Com apenas um olhar
São capazes de destruir
E reconstruir a humanidade.
 
Deve ser por isso
Que os homens recalcados
As prenderam em um livro
Como inventoras
Do pecado.
 
Desde então está guardada a luz
De todas as estrelas e sois
Longe paira verdadeira felicidade
Que a paz conduz nos braços de
Seus olhos radiantes cheios de vida...
 
Tantos anos no porão
Da cozinha as fizeram
Diminuídas, escabeladas
Desacreditadas da própria
Divindade inata...
 
É assim, que os machos as querem
Subjugadas, medrosas e submissas
A uma ordem, a uma ilusão desenhada
Para contê-las presas
Na própria claridade.
 
Evas contemporâneas;
Mães de cains e abéis desenfreados
Vassalas de adães desmiolados...
Já é hora de iluminar o mundo
Com seus predicados...
 
Davi Roballo
16/02/2008

 

8 de Março, dia internacional da Mulher

 

8 de Março, dia internacional da Mulher

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by Hellder Pinho, em 08.01.11 às 22:10link do post | favorito

«Sim, era verdade; na américa do sul as mulheres tinham um quê muito especial, mais magras do que as italianas, mais altas do que as francesas, mais gentis do que as inglesas; eram a explosiva mistura de sangue de muitas raças, temperadas pelo clima quente e pela pimenta das espanholas e a molência das portuguesas;»


in «O Rasto do Jaguar» de Murilo Carvalho


Barbara Borges

 

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by Hellder Pinho, em 18.12.10 às 12:31link do post | favorito

O que as mulheres mais gostam de receber, ranking:

4º - Jóias, Bijutaria, Lingerie e coisas que tal

3º - Flores, Bombons e muito mais

2º - Beijinhos, Carinhos e outros agrados

1º - Amor…, Amor interminável

Para as mulheres (gajas)  só coisas boas«pena... nem todas as mulheres serem iguais!»

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by Hellder Pinho, em 21.11.10 às 21:19link do post | favorito

Billy Joel - She's Always A Woman – Lyrics/Letra


She can kill with a smile
She can wound with her eyes
She can ruin your faith with her casual lies
And she only reveals what she wants you to see
She hides like a child,
But she's always a woman to me

She can lead you to love
She can take you or leave you
She can ask for the truth
But she'll never believe you
And she'll take what you give her, as long as it's free
Yeah, she steals like a thief
But she's always a woman to me

Oh - she takes care of herself
She can wait if she wants
She's ahead of her time
Oh - and she never gives out
And she never gives in
She just changes her mind

And she'll promise you more
Than the Garden of Eden
Then she'll carelessly cut you
And laugh while you're bleedin'
But she'll bring out the best
And the worst you can be
Blame it all on yourself
Cause she's always a woman to me
--Mhmm--

Oh - she takes care of herself
She can wait if she wants
She's ahead of her time
Oh - and she never gives out
And she never gives in
She just changes her mind

She is frequently kind
And she's suddenly cruel
She can do as she pleases
She's nobody's fool
And she can't be convicted
She's earned her degree
And the most she will do
Is throw shadows at you
But she's always a woman to me
--Mhmm--

 

 

 

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xiba-te
by Hellder Pinho, em 19.11.10 às 19:27link do post | favorito

A atenção que as mulheres dão às pequenas coisas faz muitas vezes a diferença, mas são poucas as vezes que nos apercebemos delas, a descrição que se esconde por trás da forma, tantas vezes natural, da apresentação feminina pode esconder aquilo que transparece naquilo que conta: a primeira impressão.

O cuidado no detalhe e na aparência feminina não é só uma questão de soberba, a mulher distinta quer-se bem apresentada, mas nunca mascarada, o exagero pode “borrar a pintura” e muitas vezes os enfeites acabam por distinguir pela negativa, a simplicidade será sempre a melhor das “maquilhagens”.

Ganham assim as mulheres direito a umas visitas (extra) às lojas da especialidade e mais 5 minutos (de cada vez) na casa de banho.

 

She's Always A Woman - Billy Joel

 


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xiba-te
by Hellder Pinho, em 10.07.10 às 12:46link do post | favorito

Faz parte das nossas memorias de juventude aquele acampamento de “mil novecentos e troca o passo” em que embalados pelo calor e pela cerveja, dedilhando uma qualquer viloa de cordas partidas e acompanhados por uma excepcional precursão de tampos de mesa, desafinávamos as “Dunas” e afinávamos nos beijos daqueles amores de verão que nem sempre ficaram enterrados na areia.

Em 1985 a banda do irreverente Rui Reininho, os GNR, lançou o álbum “Os homens não se querem bonitos”, deste sobreviveu até aos nossos dias o tema “Dunas” que é mais do que um mito, é uma verdade incontornável.


xiba-te
by Hellder Pinho, em 23.05.10 às 18:38link do post | favorito
Bruna Real de Mirandela, coelhinha da Playboy

Em Mirandela a professora Bruna foi vítima de bullying pela sociedade, depois de ter posado para a Playboy, e não fossem os seus "afectos" (desas)sossegar os miúdos, foi enérgica e imediatamente afastada da docência (arquivada como uma revista), pois neste país de brandos costumes a moral deve ser respeitada.

 

Leandro de Mirandela

Em Mirandela o aluno Leandro foi vítima de bullying pelos colegas, com o trágico desfecho que a todos atemoriza a memoria, até agora a irresponsabilidade do que aconteceu na escola (agora faço eu bullying, senhores docentes foi fora da escola mas em tempo de aulas e não preciso de me alargar mais) está nesta "indocência" de ainda não ter encontrado responsáveis, pois neste país de brandos costumes "coitadinha" da culpa que morre muitas vezes solteira, e a moral que se lixe.



teias de aranha
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