by Hellder 'Lage' de Pinho
xiba-te
by Hellder Pinho, em 15.10.16 às 21:43link do post | favorito

Continuamos a não aprender com a história, mudam-se os tempos mas continuam as vontades politicas, quem manda prefere construir «Elefantes Brancos» a fazer o necessário, foi assim no seculo XVIII quando escorria para a metrópole o «Ouro Preto», e continua a ser agora, andamos sempre com os «bolsos rotos» mas arranja-se sempre forma de se fazer uma obra de «encher o olho» para inaugurar em véspera de eleições. Trafulhas sempre os houve, no passado iam parar à fogueira, agora andam por aí de cabeça erguida seguidos por um batalhão de advogados.

Ouro Preto - Sergio Luis de Carvalho.jpg

Ouro Preto - Sergio Luis de Carvalho

 


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by Hellder Pinho, em 29.06.16 às 19:26link do post | favorito

Abre o teu espírito e esquece tudo o que leste até hoje, porque um escritor Único escreveu uma história anormalmente Única, com uma solitária e Única personagem, talvez até um pouco como nós, que somos tão Únicos quando nos fechamos no nosso casulo e andamos sozinhos no meio da multidão, e para perceber isso nada melhor que uma leitura Única e imperdível como esta.


Bravo Patrick Rothfuss!

 

Patrick Rothfuss - A Musica do Silencio

 Patrick Rothfuss - A Musica do Silêncio


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by Hellder Pinho, em 29.02.16 às 22:53link do post | favorito

Lembras-te daquele tempo, já no fim do liceu, em que íamos os três ou os quatro à sexta à noite beber umas botas para o Alberto, e depois de fazermos tudo aquilo que nos desse na real gana e ainda inventávamos mais umas quantas tropelias, muitas aventuras ou quantas vezes desventuras, que só acabavam no domingo mesmo a tempo de ir à missa… lembras, pois claro que lembras.

Pois bem, essa foi a nossa versão das Cidades de Papel.

Cidades de Papel - John Green

 Cidades de Papel - John Green


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by Hellder Pinho, em 25.01.16 às 21:36link do post | favorito

Criar uma obra que abarcasse os principais factos políticos do Século XX seria difícil, contudo Ken Follett conseguiu-o, claro que ficou muita coisa de fora, mas o que “coube dentro do livro” está brilhantemente romanceado, e surpreende mesmo quando já se conhecem os factos históricos. Uma trilogia de leitura recomendada, para ler e reler!

Triologia o Seculo - Ken Follet

 No Limiar da Eternidade - Triologia o Século - Ken Follet


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by Hellder Pinho, em 11.12.15 às 22:54link do post | favorito

Um conjunto de vontades e (des)enganos junta-se numa pacata estância termal, os seus protagonistas vão dançando ao ritmo das suas vontades, ora conduzindo, ora deixando-se levar, cada um com um objectivo diferente, mas acertando sempre o passo ao do seu parceiro de ocasião, numa dança pegada, repleta de compassos de insinuada atração e de acordes de desajeitada maquinação.

a valsa do adeus - milan kundera

A Valsa Do Adeus - Milan Kundera


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by Hellder Pinho, em 10.11.15 às 21:40link do post | favorito

Caminhamos pelos altos e baixos da vida na esperança de que o futuro nos sorria, caímos e levantamo-nos, partem uns, nascem outros, e os nossos sonhos tornam-se realidade, ou talvez não, então acordamos para mais um pesadelo, mas não desistimos, atiramos o balde de água fria para trás das costas, erguemos a cabeça e arrepiamos caminho, porque Há Sempre Um Amanhã.

 

ha sempre um amanhã - pearl s buck

 Livro, Há Sempre Um Amanhã - Pearl S. Buck


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by Hellder Pinho, em 04.06.15 às 07:00link do post | favorito

Mea culpa aqui faço, a vós me confesso, que por minha inusitada inércia, uma semana levei a ler uma frase deste livro, lembrou-se Saramago de relatar um dos grandes folclores da época, e de muitas outras, o soleníssimo desfile religioso do Dia de Corpo de Deus pelas ruas da capital do Império, duvido que naquela altura fosse feriado, porque regalias dessas não as haveria, como agora também não as há, resta-nos o beneplácito de nos recordarmos que seria hoje como sempre foi numa qualquer quinta-feira, escapa-nos o dia, porque esse anda sempre a mudar, para isso nos servem os calendários, contudo hão-de lembrar-se aqueles que estiveram atentos na catequese que tinha algo a ver com Páscoas findadas, dias contados, Trindades festejadas, e Pentecostes celebrados, outros, simploriamente, vão atirar logo para a ponte que se acabou, porque esses cortejos «já n'um s'usam», e o que a malta agora quer são uns quantos feriados para festejar, e outras tantas barraquinhas para petiscar, no passado tal como no presente continua a valer a moda, a Maria vai co'as outras e qualquer dia, se Nosso Senhor o permitir, o governo deixar, e o feriado regressar, o Senhor Padre lá terá de descalçar as alpercatas, e fazer passar a banda de musica, o pálio, e o andor pelo areal fora, pé ante pé pelo meio das toalhas, passando entre aquela em busca do louvado bronze e aquele que cultiva um corpo de deus, ou se São Pedro andar de candeias às avessas com os prematuros veranistas, pois não terá melhor remédio o nosso clérigo que não seja rumar a uma dessas muitas catedrais do consumo e lá encontrará o povo, prontinho para ver passar uma enorme procissão de gente, que venera montras em busca da felicidade material que nunca alcança, regressando uns séculos atrás, custou muito pois então chegar ao fim desse tortuoso paragrafo, uma frase única claro está, enxameada de vírgulas, e sempre a contar pelos dedos as páginas folheadas, desfiando um sem fim de palavras, almejando sempre o bem-aventurado ponto final que nunca mais chega, pudera, Bliminda Sete Luas e Balatazar Sete Sois ainda por lá andam, que é como quem diz, a procissão ainda vai no adro, a obra prometida para Mafra mal começou, e o mestre Saramago vai ter de nos contar tudo, tudinho, porque nesta excepção que confirma a regra, mil imagens não valem por estas palavras que perdurarão para sempre em Memorial do Convento.

procissão do Corpo de Deus.jpg

Procissão do Corpo de Deus


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by Hellder Pinho, em 06.05.15 às 19:50link do post | favorito

A Segunda Grande Guerra continua e continuará a acalentar o nosso imaginário, do romance, às histórias de combate, passando pelas mais mirabolantes invenções de projectos secretos, ou mais “simplesmente” como fez o mestre Daniel Silva, ficcionando (ou não) uma possível operação, e tecendo uma intricada teia de espionagem por trás de factos reais.

Daniel Silva - O Espião Improvável

Empolgante, prende o leitor desde o início, e surpreende até ao fim.


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by Hellder Pinho, em 23.04.15 às 19:47link do post | favorito

Há sempre um livro que se adapta ao nosso estilo,

há sempre um escritor que nos enche as medidas,

há sempre um texto que nos faz sonhar,

há-de haver sempre um tempinho para ler…

 

herança - christopher paolini.jpg

 


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by Hellder Pinho, em 01.03.15 às 19:21link do post | favorito

A Segunda Grande Guerra Mundial foi com certeza a pagina mais sangrenta da história (conhecida) da humanidade, e foi também aquela em que mais evoluímos, contudo o preço foi altíssimo. Ken Follett romanceou estas duas décadas do Seculo XX em menos de mil páginas, pouco, muito pouco para abarcar todos os contornos de tal contenda, contudo, e mesmo assim o livro está muito bom.

O Inverno do Mundo - Ken Follett O Inverno do Mundo - Ken Follett

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by Hellder Pinho, em 24.02.15 às 17:15link do post | favorito

Não sei o que teria o finadíssimo Saramago, contra a nossa muito querida e amada Santa Madre Igreja, Nosso Senhor o tenha, porque afinal todos os arrependidos merecem a dita salvação, e não consta em lado algum que ele quando chegou o momento do seu juízo final, tenha mandado o comunismo o ateísmo, o bolcheviquismo, e todos outros e quaisquer outros ismos que vos passem pela cabeça, passear, e frente a Deus e, à verdade se tenha convertido e, esteja agora a gozar do eterno descanso dos justos. Não pensem vossemecês que não me é permitido dizer tal coisa!, porque ele mesmo escreveu o que bem lhe passou pela real alembradura, martelando, deturpando e adulterando a torto e a direito, as escrituras, enquanto fazia Caim passear entre cenários bíblicos, ridicularizando um dos pilares da nossa crença. Nisto tudo vejo um dom, do qual poucos católicos se podem gabar, teve de ler o Antigo Testamento de fio a pavio. Quanto à parte de procurar, ou descobrir por lá alguns podres, também algumas seitas daquelas que nos batem à porta ao domingo de manhã descobriram, e adulteraram, e afirmam ser mais Cristãs que qualquer beata que vai todos os domingos à missa e comunga de mãozinhas juntas.

Caim

Fica prometido ao povo, porque os Santos não querem saber, talvez um dia também eu dedique algum tempo a escrever as aventuras do nosso nobelíssimo letrado pelo reino dos céus, e ficarão assim todos a saber qual é por lá a palavra do senhor, graças a Deus.

 


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by Hellder Pinho, em 17.01.15 às 18:12link do post | favorito

Algures entre a Terra Média e as aventuras de Harry Potter, anda Kote, disfarçado de taberneiro o incontornável Reshi relata-nos minuciosamente a historia de Kvothe, a Lenda, e as suas lendas.

O Medo Do Homem Sábio - Patrick Rothefuss

 "Há três Coisas de que todos os homens sábios sentem medo.

Do mar de tempestade, de uma noite sem lua e da fúria de um homem gentil."

O Medo Do Homem Sábio - Patrick Rothefuss

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by Hellder Pinho, em 26.10.14 às 19:20link do post | favorito

Mais uma vez, li o livro e fico relutante em ver o filme (qualquer um dos dois que se basearam na obra), prefiro reter a ideia e não estragar os meus (maduros) sentidos com adulterações (juvenis) de qualquer tipo, ou será o inverso, pouco importa. Para já o que conta é a substancia do texto, e o autor tem uma escrita sem fim, a lembrar Saramago mas divagando com muito menos astúcia, depois a polémica que encerra o tema principal da narrativa, que deve ter dado algum trabalho aos argumentistas cinematográficos a contornar, ou a distorcer, os que leram o livro sabem ao que me refiro, os que se divertiram com as provocações da jovem actriz o melhor que têm a fazer é porem de parte os tabus e redescobrirem novamente o prazer da leitura.
Em suma, continuo como antes, um livro é um livro, e um filme pode ser, uma história bem contada com diversão à mistura, no fim e no cabo, são ambas pontas da mesma arte, mas derivam na forma de a representar, nunca o realizador pode fazer rivalizar a sua imagem, que vale sempre mais que mil palavras, com a argucia da escrita de uma pena bem fluída, que se injecta directamente no subconsciente do leitor e o transporta directamente das pradarias americanas, aos vales de lençóis, sem ter de passar pela casa partida, saltando a prisão, e se tempo houver, ainda se pode recriar com uma visita guiada aos confins do inferno, antes dos olhos voltarem a baixar para as palavras do Vladimir Nabokov, com a terrível sensação de ter de voltar ao inicio daquele longo paragrafo onde adormeceu a LOLITA.

LOLITA - Vladimir NabokovLOLITA - Vladimir Nabokov

 

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by Hellder Pinho, em 07.10.14 às 21:28link do post | favorito

...e eis que o personagem passa a narrador, vai contando a história da história, com outras histórias dentro, e então... não apetece parar de o escutar, o café esfria o doce espera, e tudo passa...

«Viajei, amei, perdi, confiei, e atraiçoaram-me»
O Nome do Vento - Patrick Rothfuss

 

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by Hellder Pinho, em 18.08.14 às 22:14link do post | favorito

As lições da historia deveriam servir para alguma coisa, mas não, (vá lá) pelo menos abrir os olhos e mostrar (por exemplo) aos governantes e seus séquitos as doenças de que vai padecendo o poder, mas não, apesar do imenso conhecimento de que dispomos dos erros das civilizações passadas, poderíamos ter sido ao longo do tempo mais perspicazes, mas não, vamos sucessivamente tropeçando (e caindo) nos mesmos erros, devíamos ter (pelo menos) um sentido critico (de responsabilidade) mais apurado, mas não, NÓS civilização (dita civilizada) adoptamos (sempre) a posição mais cómoda, diríamos (na forma politicamente correcta), mais diplomática, o que até seria verdade, mas não, deixamos sempre que cresçam por aqui e por acolá umas quantas democracias de idoneidade duvidosa, ou uns insuspeitos governos com interesses suspeitos, podíamos sempre tentar fazer qualquer coisita para os travar, mas não, (até porque) esbarramos sempre na eterna questão, sempre (in)comoda: dos vizinhos, das pedras e dos telhados de vidro... ah pois!, e as carradas de cinismos e todas as falsidades inventadas para encobrir os eternos interesses económicos.

 

No Jardim dos Monstros - Erik Larson

No Jardim Dos Monstros - Erik Larson


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by Hellder Pinho, em 10.08.14 às 20:55link do post | favorito

Quantas coisas nos escapam no dia a dia, um recorte ali, um spot acolá, aqueloutra noticia, factos isolados, quantas vezes sem nexo, elementos da mesma teia tão habilmente urdida, que mantém o mundo no estado em que o conhecemos, sempre tão cheio de conflitos, sempre tão repleto de intrigas, sempre com a estabilidade na corda bamba, e o perigo a espreitar em cada esquina, e é terrível pensar ate que ponto, de um momento para outro podermos estar a passar da ficção à realidade sem que disso nos demos conta, o lançamento de uma inocente pedra que despoleta uma intifada há muito urdida, congeminada pelos (in)suspeitos do costume.

 

O Anjo Caído - Daniel Silva

O Anjo Caído - Daniel Silva

 


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by Hellder Pinho, em 01.07.14 às 00:08link do post | favorito

Qual de vós nunca sonhou em acordar um dia, e salvar o mundo... foste tu?!
Então lê o Eragon, e nem que seja só por uma noite, muda os teus sonhos, desce à Terra Média, veste a capa do primeiro cavaleiro, monta o teu Dragão e parte à aventura.

 

ERAGON de Christopher Paolini

ERAGON de Christopher Paolini

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by Hellder Pinho, em 15.02.14 às 22:34link do post | favorito

Muito se falou sobre esta obra, contudo para os que não a leram há duvidas se levantaram:
 
Afinal, será carne ou peixe?
Bem, peixe não é, e carnal é certamente, mas a mão que temperou não tinha a mão lá muito certa e se houve vezes em que carregou no picante, outras foram em que se desleixou e deixou correr o texto para uma pura dieta, sem sequer pitada de sal. Esta obra pseudo gourmet acaba por saber um bocado a fast food em formato enfarda burros.

Então, não há nada de novo debaixo do céu?
Não é bem assim, abriram-se brechas, alargaram-se horizontes, desmistificaram-se temas. Mas depois disto tudo a vida continua, as donas de casa voltarão ao seu estado normal de “Anastácias” e hão-de continuar a achar muito mais entusiasmante o consultório da revista Maria do que estes Cinquenta contos para dormir. Contudo muitas serão aquelas que não darão por perdida a saliva que gastaram a virar as paginas do livro e... não voltarão a beber espumante da mesma maneira.

 

 As Cinquenta Sombras Livre - E L James


Para uma historia que muito pau prometeu levantar, estes três volumes não mais fizeram do que deitar abaixo muitas árvores, e fazer vergar a mola de quem com tanta folha de papel carregou.

Esclarecidos? Não me parece, leiam um bocado... e façam o favor de ser felizes.


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by Hellder Pinho, em 18.12.13 às 23:53link do post | favorito

Leitura do livro da doutrina,

 

Quando deres ouvidos à voz, escutareis pois dos confins do inferno ela clama, e aos inocentes alerta, que nem sequer estes terão entrada garantida no paraíso.

 

Ai dos tolos que tentam preservar a alma pura, indigentes e pobres de espírito que não lavam o espírito nas páginas sagradas.

Ai daqueles simples idiotas, que não renovam as ideias nas palavras da verdade.

Ai de todos os palermas que preferem a preguiça da sétima arte, esses que só vêem trevas, e desprezam o fascínio encerrado nos textos que estiveram na sua gênese.

 

Terão estes a pena fatal de penar pelos sete círculos da demência, num terrível purgatório só comparável à inocência dos analfabetos, lentamente consumidos pelo fogo ardente da ignorância.

 

E vós meus amigos e fieis leitores, não se deixem enganar pelas palavrinhas mansas desse Dan(ando) Brown, são tudo ilusões daquelas que deixam a pessoa confusa, e a obrigam, até o mais atento a voltar a lamber o meio quilo de papel já lido, à procura... da verdade.


Palavra da Sombra,

 

Dan Brown - Inferno
Dan Brown - Inferno
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by Hellder Pinho, em 01.11.13 às 23:26link do post | favorito

Esta obra-prima da ficção podia constar como prefácio inspirador de uma qualquer saga de fantasia, a sua ilusão leva-nos da magia ao mundo dos sonhos, da ilusão à realidade do faz de conta das crianças, e dos sonhos dos crescidos. Só falta mesmo aparecer por aí um qualquer Harry Potter a branir a sua varinha mágica, murmurar um qualquer encantamento, e “plim”, transformar os choraquelogobebenses de uma vez por todas nuns ri-te-que-logo-mijenses…

 

Jose Gomes Ferreira - Aventuras de Joao Sem Medo
Aventuras de João Sem Medo - José Gomes Ferreira

 


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teias de aranha
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