by Hellder 'Lage' de Pinho
xiba-te
by Hellder Pinho, em 15.10.16 às 21:43link do post | favorito

Continuamos a não aprender com a história, mudam-se os tempos mas continuam as vontades politicas, quem manda prefere construir «Elefantes Brancos» a fazer o necessário, foi assim no seculo XVIII quando escorria para a metrópole o «Ouro Preto», e continua a ser agora, andamos sempre com os «bolsos rotos» mas arranja-se sempre forma de se fazer uma obra de «encher o olho» para inaugurar em véspera de eleições. Trafulhas sempre os houve, no passado iam parar à fogueira, agora andam por aí de cabeça erguida seguidos por um batalhão de advogados.

Ouro Preto - Sergio Luis de Carvalho.jpg

Ouro Preto - Sergio Luis de Carvalho

 


xiba-te
by Hellder Pinho, em 05.11.15 às 22:35link do post | favorito

Eles já aguçam o dente, estão com fome de poder e vão lutar por ele nem que seja preciso renegar aquilo que dizem ser os fundamentos da sua ideologia, são astutos e determinados, representam Elites e as suas posições denunciam-no claramente. Os rumores das medidas que estes estarolas poderão eventualmente tirar da cartola passam: pela fidalguia de acabar com os exames no final do primeiro ciclo, a nobreza de permitir a adoção a casais homossexuais, aqui e ali entremeadas com as habituais medidas de defesa do proletariado, e (já agora) viva a libertinagem desta alta-roda do poder liberalizar o consumo de drogas leves.

Em politica, e tratando-se de conseguir chegar ao poleiro, tudo é possível, até fazer depois dos votos as coligações que na campanha eleitoral diziam ser irrevogavelmente impossíveis. Dizem que já têm um acordo com o partido que perdeu as eleições, embora não se conheça o seu conteúdo, até parece que o povinho não é parte interessada. Contudo continuam (ainda) presos por uma questão de “detalhe”, aguardam que a sua marioneta amestrada continue de punho cerrado e iludido com o poder, e consiga indrominar o ultimo baluarte Marxista-leninista da Europa, para poderem então abrir a dita cuja caixa de pandora quando subir ao poder a nova Elite, aqueles que sempre renegaram o poder, e dos seus comparsas, tornando o grupo dos vencidos num governo de Bloco à Esquerda.

assembleia da republoca portugal sessao parlamento

 


xiba-te
by Hellder Pinho, em 30.10.15 às 23:11link do post | favorito

Fora com os políticos de meia tijela empenhados em apregoar políticas irreais, radicais e pouco (ou mesmo nada) ortodoxas.

Temos assistido nos últimos tempos à ascensão mediática de (supostamente eloquentes) representantes partidários, que aproveitando o tempo de antena da guerra que eles próprios instalaram no seio da vida politica portuguesa, adoptam uma posição de constante oposição e critica destrutiva, desperdiçando assim tempo e dinheiro tão necessários a ajudar o Nosso País a dar o tão esperado ultimo empurrão contribuindo (por exemplo) para o desenvolvimento da industria, daquela que cria postos de trabalho, e capaz de gerar riqueza (HELLO!), que até prova em contrário será a uma solução para sair do (tal) “buraco”, que, nunca é de mais recordar (até porque é realidade e não filosofia), essa crise para onde fomos atirados depois de anos e anos de politicas de esquerda, centradas no sector estado em que só se apostou nos sectores não transaccionáveis estagnando (essa coisa) a dita economia real.

Os frutos vermelhos, esses radicais livres, que era suposto serem antioxidantes e benéficos à saúde do regime, ao invés disso, e depois de provavelmente terem andado a fumar daquilo que faz rir, defendem com unhas (de gel) e pivôs bem treinados, que o caminho é passar a letra morta os acordos europeus (e até outros), esquecer o deficit e a inflação, mandar os credores para o galheiro (imprimir moeda), e viver a nossa vidinha, assim tipo orgulhosamente sós, na pobretana ignorância (instrumentalizada), até porque vergonhosamente fazem vista grossa ao que se vai passando à sua volta, nem que se tenha de camuflar algumas (incómodas) notícias com recurso ao lápis azul da censura, sem demonstrarem um pingo de ética, ao arquitectarem um (talvez licito) golpe de estado, com o único propósito de fazer chegar ao poder um líder derrotado, demonstrando uma atitude quase ditatorial, que deverá fazer revolver na tumba de Salazar a Saramago todos aqueles que algum dia tiveram um pingo de hombridade.

microfones renascença rtp tsf outros.jpg

A situação chega a ser tão patética, que os média dão (tanta ou) mais importância às baboseiras de um radical, que a uma qualquer proposta bem-intencionada feita de um qualquer reconhecido estadista. Acordem! Abram a pestana!

 

#AbaixooBotabaixismo


xiba-te
by Hellder Pinho, em 24.02.15 às 17:15link do post | favorito

Não sei o que teria o finadíssimo Saramago, contra a nossa muito querida e amada Santa Madre Igreja, Nosso Senhor o tenha, porque afinal todos os arrependidos merecem a dita salvação, e não consta em lado algum que ele quando chegou o momento do seu juízo final, tenha mandado o comunismo o ateísmo, o bolcheviquismo, e todos outros e quaisquer outros ismos que vos passem pela cabeça, passear, e frente a Deus e, à verdade se tenha convertido e, esteja agora a gozar do eterno descanso dos justos. Não pensem vossemecês que não me é permitido dizer tal coisa!, porque ele mesmo escreveu o que bem lhe passou pela real alembradura, martelando, deturpando e adulterando a torto e a direito, as escrituras, enquanto fazia Caim passear entre cenários bíblicos, ridicularizando um dos pilares da nossa crença. Nisto tudo vejo um dom, do qual poucos católicos se podem gabar, teve de ler o Antigo Testamento de fio a pavio. Quanto à parte de procurar, ou descobrir por lá alguns podres, também algumas seitas daquelas que nos batem à porta ao domingo de manhã descobriram, e adulteraram, e afirmam ser mais Cristãs que qualquer beata que vai todos os domingos à missa e comunga de mãozinhas juntas.

Caim

Fica prometido ao povo, porque os Santos não querem saber, talvez um dia também eu dedique algum tempo a escrever as aventuras do nosso nobelíssimo letrado pelo reino dos céus, e ficarão assim todos a saber qual é por lá a palavra do senhor, graças a Deus.

 


xiba-te
by Hellder Pinho, em 27.11.14 às 18:31link do post | favorito

"O senhor está a portar-se pior do que uma criança. Que é que o senhor quer? Julga que pode terminar rapidamente com o seu enorme processo, o seu maldito processo, só por se pôr a discutir connosco, que não passamos de guardas, tratamos questões de documentos de identificação e de mandatos de captura?"

in O Processo, Franz Kafka

manchete jornal publico - socrates

 


xiba-te
by Hellder Pinho, em 18.08.14 às 22:14link do post | favorito

As lições da historia deveriam servir para alguma coisa, mas não, (vá lá) pelo menos abrir os olhos e mostrar (por exemplo) aos governantes e seus séquitos as doenças de que vai padecendo o poder, mas não, apesar do imenso conhecimento de que dispomos dos erros das civilizações passadas, poderíamos ter sido ao longo do tempo mais perspicazes, mas não, vamos sucessivamente tropeçando (e caindo) nos mesmos erros, devíamos ter (pelo menos) um sentido critico (de responsabilidade) mais apurado, mas não, NÓS civilização (dita civilizada) adoptamos (sempre) a posição mais cómoda, diríamos (na forma politicamente correcta), mais diplomática, o que até seria verdade, mas não, deixamos sempre que cresçam por aqui e por acolá umas quantas democracias de idoneidade duvidosa, ou uns insuspeitos governos com interesses suspeitos, podíamos sempre tentar fazer qualquer coisita para os travar, mas não, (até porque) esbarramos sempre na eterna questão, sempre (in)comoda: dos vizinhos, das pedras e dos telhados de vidro... ah pois!, e as carradas de cinismos e todas as falsidades inventadas para encobrir os eternos interesses económicos.

 

No Jardim dos Monstros - Erik Larson

No Jardim Dos Monstros - Erik Larson


xiba-te
by Hellder Pinho, em 30.09.13 às 19:53link do post | favorito

E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infância, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? 

 

Almeida Garrett

 

Estação de São Bento, Porto, Portugal


É por isso que o nosso comboio nunca mais chega à estação...

 


xiba-te
by Hellder Pinho, em 19.06.13 às 22:05link do post | favorito

Esta viagem “superficial” pelos meandros da “engenharia” da crise, compila um pouco de tudo aquilo que fomos conhecendo (ou nos passou ao lado), sobre as origens e o desenvolvimento desta maleita que tem vindo a esmifrar a nossa sociedade. Apresenta causas, erros, e omissões do mundo financeiro, e da classe politica, e as perigosas relações entre ambas, que extorquiram o Zé Povinho e sem dó nem piedade, atirando milhões para penúria. Vai ainda mais longe, em ficção (ou realidade ficcionada), coloca a “nu” muitas daquelas coisas que sempre suspeitamos aconteçam, mas até custa a crer que seja assim que sucedam.


A Mão do Diabo - José Rodrigues dos Santos


"Agora que a coisa deu para o torto, levam as mãos à cabeça e dizem: ó tio, ó tio, acudam que não há dinheiro, a culpa é dos mercados e dos especuladores, a culpa é das agências de rating e do Goldman Sachs, a culpa é da troika, a culpa é da Alemanha e da gorda, a culpa é de todos excepto de mim, eu que sou muito competente e patriota, dei o meu melhor, dei cabo da sustentação do estado social e das finanças do meu país, fiz obras faraónicas e gastei o que não tinha para ajudar os construtores meus amigos, estourei milhões em auto-estradas para a Peidaleja e Ranholas de Cima e Alguidares de Baixo, fiz um aeroporto internacional em Beja que só recebe um avião por semana, deixei os bancos emprestarem rios de dinheiro a pessoas que já não conseguem pagar o que devem, mas... oiçam, fiz tudo bem, hã?, a culpa é toda dos outros, eu não tenho nada a ver com isto!"

in A Mão do Diabo de José Rodrigues dos Santos


xiba-te
by Hellder Pinho, em 25.01.13 às 21:55link do post | favorito

Eu, o blog e a ritinha, fartos da chuva, do mau tempo, dos impostos, dos duodécimos, da intrujice, e de muito mais, queremos só que nos deixem viver, e não nos chateiem muito a mona.

É complicado suportar a teimosia da sociedade, não temos de ter opinião para tudo e mais alguma coisa, não temos de andar sempre a falar disto e daquilo, ter de saber se chove ou cai geada, se é preciso cortar ou pedir emprestado, se isso é tapar a cabeça ou destapar os pés, se as louras são platinadas ou verdadeiras, se fazem solário ou se pintam com verniz, se as ditas são de gel ou naturais, e sem sequer se poder testar… é preciso ter lata!

Neste país de comentadores, somos cada vez mais convidados a condicionadamente expressar “livremente” a nossa opinião para que logo a seguir, basta virar costas, sermos vitimas de chacota, porque por mais assertivos que sejamos haverá sempre um qualquer hipócrita, versado no dão da verdade suprema (a sua), pronto a vomitar uma qualquer critica de bota-abaixo.

Enfim viva a liberdade de fazer-mos ouvidos moucos (dá cá um jeitaço), de nos alhearmos da politica (já era), de mandarmos a economia para o galheiro (o pesadelo), de não reparar-mos na perua espampanante (como se isso fosse possível)...

 

cadela ritinha

 

…no fim de contas todos ambicionamos o mesmo: o blog quer posts bons, eu quero ser feliz, a ritinha não quer que a aborreçam, como todos: à procura de melhores dias!


xiba-te
by Hellder Pinho, em 14.11.12 às 18:32link do post | favorito

A TSF debitava noticias, eu surdo estava longe dali pensava em tudo e em nada, conduzia em piloto automático, até que o gatilho disparou quando o pobre jornalista disse o que tinha de dizer, a palavra, a tal, não me entrou a 100 e saiu a 1000, ficou lá dentro a martelar, chega!, não aguento mais!

Instintivamente o meu dedo furioso voou em direcção ao painel dos botões, carreguei uma, outra e mais outra vez, ao acaso mudei para a RFM e a cacofonia não me acalmou, o mesmo aconteceu quando berraram os enlatados da Comercial, por fim fui parar à Renascença, às 18:30, Avé Maria, que se reza o terço, cheia de graça, porque me ri da minha figurinha, bendita sois Vós que me chamaste à razão,… mas livrai-nos do mal da austeridade, assim seja.


TSF vs Austeridade


xiba-te
by Hellder Pinho, em 08.11.12 às 21:19link do post | favorito

Portugal, Politica Vs Média,

uma abordagem muito (muito) superficial

 

Na nossa parvónia portuguesa as coisas são sempre assim, correm a toque de caixa da comunicação social, puxa-se por um qualquer tema e pimba…

vem um politico fala, fala, fala e é sempre a mesma coisa, se é do governo é porque tem de seguir aquela estratégia e coisa e tal, e está tudo bem, por mais feias que as coisas estejam, vamos sempre no bom caminho..., logo a seguir aparece um outro senhor da oposição, e apressa-se logo a dizer que não é bem assim, que é asneira, que está mal, e que é um erro o povo confiar nos que mandam, deixa sempre bem frisado que tem boas ideias (aliás as melhores), dá sempre a entender que sabe como devia ser feito (tudo e mais alguma coisa), mas nunca, por nunca, diz como fazer melhor.

 

A seguir vem a carneirada toda, os média que ainda não publicaram a noticia apressam-se a fazê-lo, procurando sempre o melhor ângulo de ataque, não confundir sequer com ponto de vista, a estratégia é mesmo (maior parte das vezes) de bota abaixo, as redacções encontram logo nas suas fileiras rebanhos de políticos de ambos os lados da barricada prontos a cuspir das mais elaboradas contradições ás mais esfarrapadas defesas. Com sorte o assunto morre por aqui e não passa dos tradicionais 3 minutos de reportagem, e/ou de umas quantas colunas no jornal adornadas por fotos com pelo menos um bom par de anos.

 

Se a coisa andar morna e o tema vender, entram em campo as sanguessugas, os comentadores políticos, com grade habilidade em embrulhar assuntos e sempre dispostos a acertar no cravo ou na ferradura, conforme tocar o vento, ora aparecem disfarçados de missionários do Bom Pastor e bota para lá uns bocadinhos de água benta, ora vestem o manto negro do mago que estiver mais à mão e toca a arriar a torto e a direito.

 

Se a coisa aquecer, se houver (aquela) possibilidade de fazer transbordar o assunto para a esfera pessoal, e se cheirar a parangonas… é aí, nesta guerra sem quartel que entram os «freelancer», essa estirpe de mercenários jornalísticos, que dedicam a vida a desenterrar (alegados) mistérios que possam, mesmo tenham de ser trabalhados (ou até adulterados), ligar à maquina uma qualquer noticia moribunda, e se possível, ressuscitá-la para que logo de seguida se possa fazer… sangue!


google news, portugal, politica vs média

Todo o parágrafo anterior teve outra redacção mas não a posso publicar porque poderia ferir susceptibilidades, contudo nem sequer no texto original a sua última palavra era «justiça», até porque esse conceito não consta do glossário de alguns média, que são cegos quando não lhes agrada ver.

Nota: este foi o meu comentário ao meu próprio post… tipo, para prolongar a coisa mais um pouco, assim, tipo!


xiba-te
by Hellder Pinho, em 03.10.12 às 15:00link do post | favorito

A nossa sociedade acordou do pesadelo, afinal o sonho dos últimos anos não era mais que um balão de oxigénio que enchia os bolsos dos corruptos, e animava a populaça enquanto se faziam as obras, estes compatriotas sem escrúpulos enchiam os bolsos à custa da extorsão do erário publico, compactuados com os políticos que nós elegemos, é bom não esquecer fomos nós que os elegemos, não foi só o nosso vizinho, nem mesmo nos podemos demarcar só porque: não votamos, se não votaste manifestas-te a tua posição, mas aceitas-te que outro decidisse por ti.

Vivemos anos a fio numa boda a expensas de refinadíssimas instituições de crédito internacional, mas eis que sem darmos por isso já comemos tudo e a festa chegou ao fim, o organizador achou por bem fazer uma reflexão sabática e deu à sola enquanto era tempo, a raia miúda andava a apanhar as canas quando apareceram os cobradores do fraque, e fomos todos lavar pratos. A sociedade acordou agora do pesadelo, finalmente tomou consciência de que o festim acabou!, afinal o sonho dos últimos anos não era mais que um balão de oxigénio que animava a populaça enquanto se faziam obras, enchia os bolsos dos corruptos, compatriotas sem escrúpulos que encheram os bolsos à custa da extorsão do erário publico, compactuados com políticos que nós elegemos, é bom não esquecer fomos nós que os elegemos, não foi só o nosso vizinho, nem mesmo nos podemos demarcar só porque votamos noutro, ou não votamos, se não votaste manifestas-te a tua posição, mas aceitas-te que outro decidisse por ti!

Eis senão que chegaram os burrocráticos olharam para os contratos e disseram que isto era tal e qual a conta da Tv Cabo, e a promoção dos primeiros tempos tinha acabado, agora é a doer, por isso: "vamos penhorar-te o salário.”!

Fomos para a rua: reclamamos, gritamos, e esperneamos, impávido e sereno o Cavaleiro do Cavalo Negro nem tuge nem muge… lança-nos uma praga:

"PAGAS! e não bufas!"


portugal, sem cor, bandeira nacional


xiba-te
by Hellder Pinho, em 17.07.12 às 04:44link do post | favorito

Como ainda não tinha tirado o canudo e, achei que era fixe ser tratado com deferência e, um titulo até… me caía bem, fui a uma (re)conhecida universidade, dirigi-me à secretaria apresentei as minhas credenciais, paguei os honorários que me foram propostos e, mandaram-me dirigir ao gabinete do director para outorgar, embora a porta estivesse aberta, como eu sou muito bem educado (consta do meu currículo) pedi licença para entrar, do outro lado da secretária a resposta foi pronta:

«está licenciado!»

 

Licenciatura... está licenciado!

 


xiba-te
by Hellder Pinho, em 22.03.12 às 21:21link do post | favorito

Já agora,

pintem de novo este e os outros muros!


22 de Março, Greve Geral - Greve à Balda

 

22 de Março de 2012, Greve Geral em Portugal

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xiba-te
by Hellder Pinho, em 13.03.12 às 20:55link do post | favorito

O país anda de rastos, o desânimo tomou conta de boa parte da população, nem quando o Benfica perdia quase tudo se viviam tempos assim, embora (felizmente) o club do coração de (ainda) maior parte da população (da metrópole e de quase Angola inteira) não se tenha recomposto totalmente.

Neste nosso Portugal está quase tudo mal, e nem a religião ajuda, o clero (outrora porto seguro da população) fecha-se em copas, limita-se a gerir o pão nosso de cada dia, e a intensificar a ação social (quase sempre meritoriamente), mas é preciso mais, pode ser a hora certa para o rico clero tirar os anéis dos dedos, investir, construir e reconstruir tudo e mais alguma coisa, dar trabalho aos fieis injetando capital e animo na sociedade, dando o seu contributo para alavancar a economia, o povo está cansado de sermões e quer obras, a cassete do discurso do coitadinho copiada de um qualquer partido de esquerda de segunda linha não basta.

Os partidos também não ajudam em nada, temos um novo governo com maioria vai para um ano, esteve cá a troika e (quase) todos disseram "amen", eles voltam cá e continuam todos a dizer "amen", mas isso só não chega, é preciso haver de facto união, esquecer que existem por aí uns quantos velhos do Restelo, que são capazes de dizer que a ideia deles de ontem é má só porque só hoje foi proposta pelo outro partido, é deixa-los palrar à vontade e olhar para o que interessa, pôr o Ministério Publico e os tribunais a trabalhar, levantar processos relâmpago aos corruptos deste país, esses sim merecem ir para o desemprego urgentemente, dar um sinal claro de que há vontade de mudar, de acabar já com o clientelismo, colocar o estado ao serviço da economia apoiando o desenvolvimento de novos projetos, a maior queixa dos empresários não era até à pouco tempo a falta de dinheiro (agora infelizmente também já é), mas sim os entraves e a burocracia que o estado lhes colocava, não estorvar e ser rápido na resposta, já ajuda, e muito.

A nossa comunicação social tem adotado uma linha editorial negativista e catastrófica, e não se ensaia nada em ser parcial e dar voz aos interesses dos grupos para os quais trabalham, ou pior ainda, no caso dos media públicos onde os próprios funcionários (jornalistas) usam o poder da comunicação em proveito próprio tentando com isso manipular as opiniões a seu favor. Raramente se vê uma questão abordada de forma clara, isto é tem sempre de haver a preservativa do coitadinho, a opinião do fazedor de opinião do contraditório, mas se pelo menos isso contribuísse para o cabal esclarecimento da população: do mal o menos, contudo é nos sempre induzida a opinião de que tudo está mal e é mal feito.

Nos últimos anos a justiça tem acumulado processos que não consegue resolver, casos que a comunicação social se encarregou de alimentar, tal é a fome de obter sempre mais supostas provas, novos dados, ou sempre escaldantes insignificâncias, que por vezes só servem para desviar a atenção da opinião publica, conforme o interesse de quem tem força e poder para manipular as noticias. Tirando partido de mil e um expedientes os advogados fazem prolongar em tribunal processos com o único objetivo de adiar o veredicto conforme o interesse do seu constituinte, e de por essa via o prender ao seu jugo como cliente fiel.

No país real, a vida continua, as paredes escondem misérias, e em casa as famílias sofrem, a muitas falta o pão, ou melhor, até falta tudo (porque é que isto não muda?).

Nas ruas somos os maiores, está sempre tudo bem, desde que haja saúde e trabalho, o que não deixa de ser verdade, mas somos capazes de logo de seguida dar uma machadada em todos os conceitos, picar o ponto no emprego, ir para o posto de trabalho, mandar o patrão para o galheiro e pensar ou dizer baixinho: isto não é meu nem do meu pai, quero é que chegue depressa ás 6 da tarde, e ponham é lá o meu certinho ao fim do mês.

Somos uns morcões que para aqui andamos, incapazes de olhar para o espelho e ver o que de mal fazemos, quais burros usamos umas palas e só vemos em frente, ou aquilo que nos interessa ver, somos incapazes de olhar para o lado, libertar o nosso espirito crítico, soltar um berro e dizer:

isto está mal, é favor de fazer bem...

e mais nada!

Um desabafo, porra!


xiba-te
by Hellder Pinho, em 21.02.12 às 19:25link do post | favorito

Esta manhã mascarado de trabalhador fiz-me à estrada, cruzei as ruas desertas e até tive um pensamento egotista: demora-se menos tempo e tudo, mesmo assim cheguei ao escritório “atrasado”, fui efusivamente cumprimentado pelos meus outros dois colegas de contenda, e logo ali festejamos o nosso inicio de dia de trabalho brindando com café e bolos como se estivéssemos numa qualquer repartição pública, o trabalho andou rápido (ao ritmo do privado) até porque para o resto da Europa nós Portugueses somos os atrasados (calma!), isto é: andamos com uma hora de atraso (o fuso horário), as conversas com os Franciús ou com os Nuestros Hermanos iam bater sempre ao mesmo tópico, para eles somos todos uns fanfarrões que passamos a noite toda na desbunda (adivinharam) e estávamos agora ali dar no batente (voltaram a acertar), enquanto o país se divertia e gozava, sem se importar com os cobradores do fraque (vulgo: troika) que anda pela capital a trocar ficheiros de Excel (como se não houvesse e-mail), para avaliar se nos emprestadavam mais algum guito para pagar as contas do estado que teima em não conseguir arrumar a casa, e continua despesista e mandrião (ai! ai!), até porque não conseguiu (nem nunca conseguiria) fazer vingar a “intolerância” de ponto decretada para o sector publico para este dia de Carnaval.

Intolerância de Ponto - Escritório

…para não ser gozado pelos que ficaram em casa, isto é aproveitaram o dia para festejar o Entrudo, de tarde não fui trabalhar…

{#emotions_dlg.clown}


xiba-te
by Hellder Pinho, em 03.02.12 às 22:05link do post | favorito

Foi-se… este ano o governo não dará tolerância de ponto aos funcionários públicos na terça-feira de Carnaval, vai haver quem fique chateado porque se acaba com o único dia em que a palhaçada era oficialmente fora da repartição.

E os privados? Não vão deixar que uns fiquem a rir e outros a chorar!

 

Este ano não há Carnaval,

e muita gente vai levar a mal!

 

Ai se eu te pego!


xiba-te
by Hellder Pinho, em 10.01.12 às 23:04link do post | favorito

O tempo está gelado, o manto branco que pelas manhãs cobre a erva dos lameiros não nos refresca as ideias e o solzinho que desponta logo de seguida não aquece os nossos corações, anda um clima gelado no ar, entra-nos carro adentro pelas colunas do rádio, espalha-se pela sala logo que se abre o jornal, e congela-nos o ânimo assim que vemos as notícias, alguns jornalistas só conseguem mostrar o lado frio da questão, para estes é sempre inverno e não há sol nem esperança que aqueçam este inferno, não há solução à vista… nem que chova!

nem que chova!


xiba-te
by Hellder Pinho, em 31.12.11 às 00:01link do post | favorito

2011 está feito, mais um ano arrumado… já hà alguns anos que se diz que «vem aí o lobo», e na realidade as coisas não têm sido boas, os políticos dizem que se deve à conjuntura, anos seguidos de uma desastrosa governação política que terão estado (estiveram) na origem de tudo isto, na realidade aquilo que afecta as famílias é a carteira vazia. Importa agora inverter o rumo, erguer a cabeça e pensar que podemos dar a volta por cima e construir um futuro melhor. Se até há pouco tempo só ouvíamos as más noticias dos «profetas da desgraça», agora são outras vozes que se levantam e o burburinho agora é outro, «cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém», mas a esperança «bate mais forte no coração» e este rumor de que poderemos estar a caminho (do caminho) de sair do «buraco» pode ser a alavanca que todos precisamos para entrar no novo ano com o pé direito, e assim sim, que seja um

Prospero 2012

 

trocado por miúdos


xiba-te
by Hellder Pinho, em 19.12.11 às 21:58link do post | favorito

Já todos ouvimos a célebre frase dos tempos ditos difíceis: “uma sardinha para três”, já muitos de nós passamos por dificuldades, já alguns chegaram a comer “massa com massa”, mas tudo parece passado e não temos presente a realidade que nos rodeia, na maior parte das vezes encaramos o problema daqueles que hoje em dia passam dificuldades como uma coisa distante que só se fala na televisão, mas por todo o lado há pessoas a passar: FOME, são desempregados que não têm o que dar de comer aos filhos, são trabalhadores que não conseguem equilibrar o orçamento familiar, são pessoas que passam dificuldades e “comem o pão que o diabo amassou” nesta vida em que ninguém merece tal castigo, para muitos esta época não passará de mais uma data no calendário da sobrevivência com o sabor amargo de quem pouco ou nada tem para pôr na boca… sinto falta de coragem até para escrever isto, vergonha (será?!) de ser impotente, podemos dar, dar e dar e não acabar com o problema: da conjuntura (dirão os pragmáticos), a solução não é simples mas depende de todos nós e deverá começar por cima: acabar com os “tachos”, reduzir a despesa, dotar a sociedade de valores morais para criar condições para que a economia evolua: inovar, criar, produzir, os chavões poderiam continuar mas… entretanto continuaremos a ter Natais sem consoadas nem tão pouco caldeirada.

Um tacho de batatas com atum em lata - Natal 2011



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