by Hellder 'Lage' de Pinho
xiba-te
by Hellder Pinho, em 04.06.15 às 07:00link do post | favorito

Mea culpa aqui faço, a vós me confesso, que por minha inusitada inércia, uma semana levei a ler uma frase deste livro, lembrou-se Saramago de relatar um dos grandes folclores da época, e de muitas outras, o soleníssimo desfile religioso do Dia de Corpo de Deus pelas ruas da capital do Império, duvido que naquela altura fosse feriado, porque regalias dessas não as haveria, como agora também não as há, resta-nos o beneplácito de nos recordarmos que seria hoje como sempre foi numa qualquer quinta-feira, escapa-nos o dia, porque esse anda sempre a mudar, para isso nos servem os calendários, contudo hão-de lembrar-se aqueles que estiveram atentos na catequese que tinha algo a ver com Páscoas findadas, dias contados, Trindades festejadas, e Pentecostes celebrados, outros, simploriamente, vão atirar logo para a ponte que se acabou, porque esses cortejos «já n'um s'usam», e o que a malta agora quer são uns quantos feriados para festejar, e outras tantas barraquinhas para petiscar, no passado tal como no presente continua a valer a moda, a Maria vai co'as outras e qualquer dia, se Nosso Senhor o permitir, o governo deixar, e o feriado regressar, o Senhor Padre lá terá de descalçar as alpercatas, e fazer passar a banda de musica, o pálio, e o andor pelo areal fora, pé ante pé pelo meio das toalhas, passando entre aquela em busca do louvado bronze e aquele que cultiva um corpo de deus, ou se São Pedro andar de candeias às avessas com os prematuros veranistas, pois não terá melhor remédio o nosso clérigo que não seja rumar a uma dessas muitas catedrais do consumo e lá encontrará o povo, prontinho para ver passar uma enorme procissão de gente, que venera montras em busca da felicidade material que nunca alcança, regressando uns séculos atrás, custou muito pois então chegar ao fim desse tortuoso paragrafo, uma frase única claro está, enxameada de vírgulas, e sempre a contar pelos dedos as páginas folheadas, desfiando um sem fim de palavras, almejando sempre o bem-aventurado ponto final que nunca mais chega, pudera, Bliminda Sete Luas e Balatazar Sete Sois ainda por lá andam, que é como quem diz, a procissão ainda vai no adro, a obra prometida para Mafra mal começou, e o mestre Saramago vai ter de nos contar tudo, tudinho, porque nesta excepção que confirma a regra, mil imagens não valem por estas palavras que perdurarão para sempre em Memorial do Convento.

procissão do Corpo de Deus.jpg

Procissão do Corpo de Deus


xiba-te
by Hellder Pinho, em 03.04.15 às 19:40link do post | favorito

Na vida tudo é efemero, por isso acreditamos no bem maior, e é esse o caminho certo rumo à eternidade.

rose beautiful.jpg


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by Hellder Pinho, em 24.02.15 às 17:15link do post | favorito

Não sei o que teria o finadíssimo Saramago, contra a nossa muito querida e amada Santa Madre Igreja, Nosso Senhor o tenha, porque afinal todos os arrependidos merecem a dita salvação, e não consta em lado algum que ele quando chegou o momento do seu juízo final, tenha mandado o comunismo o ateísmo, o bolcheviquismo, e todos outros e quaisquer outros ismos que vos passem pela cabeça, passear, e frente a Deus e, à verdade se tenha convertido e, esteja agora a gozar do eterno descanso dos justos. Não pensem vossemecês que não me é permitido dizer tal coisa!, porque ele mesmo escreveu o que bem lhe passou pela real alembradura, martelando, deturpando e adulterando a torto e a direito, as escrituras, enquanto fazia Caim passear entre cenários bíblicos, ridicularizando um dos pilares da nossa crença. Nisto tudo vejo um dom, do qual poucos católicos se podem gabar, teve de ler o Antigo Testamento de fio a pavio. Quanto à parte de procurar, ou descobrir por lá alguns podres, também algumas seitas daquelas que nos batem à porta ao domingo de manhã descobriram, e adulteraram, e afirmam ser mais Cristãs que qualquer beata que vai todos os domingos à missa e comunga de mãozinhas juntas.

Caim

Fica prometido ao povo, porque os Santos não querem saber, talvez um dia também eu dedique algum tempo a escrever as aventuras do nosso nobelíssimo letrado pelo reino dos céus, e ficarão assim todos a saber qual é por lá a palavra do senhor, graças a Deus.

 


xiba-te
by Hellder Pinho, em 18.04.14 às 19:21link do post | favorito

Porreiro, aquele fim de semana prolongado, ou até uns dias de férias, mandar o trabalho para o galheiro, e nem importa como, os argumentos são os habituais, a Páscoa, e a família.

 

Mas será mesmo assim, ou estamos a enganar-mos a nós próprios. O que tem isso de religioso, ou esse tão apregoado bem estar familiar será apenas e só isso.

 

"Ai, por ...mor da santa que eu não posso faltar, o Sôr Abade há-de ir lá casa, beber um copo daquele da pipa grande, que tá guardado pra ele, a minha senhora mum m'habia de perdoar, seu n'um pusesse os foguetes... ainda m'alembro da coça c'apanhei há uns anos que m'esqueci e fiquei no café a buber umas bujecas c'a malta."

 

Ilusões, ou apenas fachada, aquelas mini férias nuns Algarvios quaisquer, com umas #selfies tiradas numa qualquer esquina de faz de conta só para meter inveja no "face"..., e é disparar à vontade que aquelas meias rotas a esconder tantas misérias de turista de pé descalço não se vêem.

 

Páscoa 2014

Páscoa 2014


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by Hellder Pinho, em 31.03.13 às 02:27link do post | favorito

Agora que as campainhas já reteniram nas igrejas e os foguetes ribombaram nos céus, gritamos: Aleluia! que é tempo de alegria, o cordeiro já está em calda, os ovos a farinha e o açúcar transformam-se agora em fontes de desejo colestérico, damos largas à nossa alegria porque Jesus Cristo ressuscitou verdadeiramente, sem nunca esquecermos o sacrifício que Ele fez por nós ao padecer na cruz para remissão dos nossos pecados, celebramos dando azo à nossa gula, vamos de casa em casa anunciar a Boa Nova, e nos compassos dessas voltas deitamos toda a nossa vaidade, rejubilamos de alegria porque o nosso coração está feliz, na certeza de sermos filhos de Deus, constituídos à sua imagem e semelhança,  a obra prima da criação, pelo que devemos sempre agradecer:

Obrigado Senhor, por nos teres feito assim tão… humanos.


Santa Páscoa! Doce no Coração…


xiba-te
by Hellder Pinho, em 20.12.12 às 22:12link do post | favorito

Nasceu!


Numa garagem abandonada, coberta de chapa de zinco,
E num caixote velho de latas de óleo,
Entre desperdícios sujos e usados.

Nossa Senhora e S. José tinham vindo pela estrada,
Os pés no asfalto negro, onde circulavam carros de luxo:
Pedir boleia, pediram, mas ninguém viu ou quis ver,
Ou escutar o gesto...

Iam apressados para a ceia da noite,

Desbragada como um conta-quilómetros
E cheia de neblina e de promessas.

Nasceu!

Num caixote velho de latas de óleo,
Entre desperdícios sujos e usados.
O clarão dos holofotes chamou lá os vadios de todas as noites:
Os guarda-nocturnos, os policias de giro,
Os que não têm cama para dormir,
Os poetas e os fugidos à Lei - TODOS! -
Todos os que naquela e nas outras noites
Não tem para onde ir, nem onde comer.
Foi, porém, o clarão dos holofotes gastos que os levou lá:
E viram, sobre os desperdícios sujos, num caixote velho,
O Redentor do Mundo,
Aquecido pelos dez cavalos-vapor de um velho Ford T
Que trabalhando, acordava a vida no arrabalde longínquo.

S. José e Nossa Senhora choravam:

Todos pediam no mundo a ressurreição de Cristo!
E Ele viera, Ele encarnava de novo
Através do ventre puríssimo da Virgem,
Sob a custódia lirial do descendente de David.

Os donos dos carros de luxo cortavam o nevoeiro
Comprometidos pelas amantes caras que ficavam para trás;
As camionetas de transporte temeram a polícia das estradas
E os outros todos também não quiseram dar boleia, Ao Filho de Deus!

Foi assim que Nossa Senhora veio num pé a pé cansado
Pela estrada fria e asfaltada
Que ganhara um concurso nacional de arranjo e de beleza!

Na cidade aonde chegaram pela noite adiante
Todos comiam e bebiam o símbolo dessa noite:
As autoridades locais tinham mesmo dado aos pobres
A esmola de uma ceia em cartolina...
Por isso todos estavam ausentes das ruas e dos lugares de costume,

Menos aquele motorista que odiava Deus
E que não tinha mulher, nem filhos
E que por esse motivo estava ali, na praça,
Para atender os fregueses transviados.
Para esse a gruta de Belém não dizia
«Gloria in excelsis Deo» mas «Gloria in excelsis Dollar»!
E tinha a alma carregada de odio, Embora o coração fosse bom,
Tão bom
Como se ele fosse o próprio Cordeiro Imolado.

E foi ele que indicou a garagem deserta,
Numa rua suja onde só ilhas humanas
Habitavam, viviam e continuavam.
Foi por isso que Jesus Menino nasceu outra vez entre os homens,
Naquele barracão de lata zincada,
Num caixote de óleo, apodrecido, entre desperdícios
Que aqueceram e afagaram seu corpo tenro.
Os faróis velhos incendiaram o nevoeiro espesso

E chamaram os vagabundos daquela noite;
Os anjos cantaram nas peças enrouquecidas do klaxon
E os cavalos do velho motor cansado encheram de calor
Aquele recanto humano,
Onde todos os homens de boa vontade
Não ajoelhavam perante o Dollar.

Os vadios, os vagabundos, os guarda-nocturnos,
Motoristas e guarda-freios dos eléctricos
Atraídos pela luz, pelos cânticos e pelo calor divino
Que irradiava daquela garagem,
Foram todos em debandada para lá.
E prostraram-se diante do Filho de Deus,
Diante da Criança Divina
Igual - no corpo - às pobres, magras, sujas,
Mal vestidas, esquálidas, crianças humanas.
Prostraram-se e choraram
E chorou e rezou até
Aquele motorista que odiava Deus!

E três fugitivos das nações ocupadas pela liberdade alheia
Vieram - evadidos dos campos de concentração ­
Oferecer suas feridas, suas fomes, seu sangue inocente.

As buzinas dos carros todos
Tocaram a alegria daquela noite sem par...

Só o menino chorou para dentro
Porque sabia que o prenderiam outra vez,
Trinta e três anos depois,

Por sedicioso, como revoltado contra a Lei,
Aqui, por não ser do Pacto do Atlântico,
Alem, por não estar na Linha Geral do Partido.

Mas os humildes de todo o mundo
Viram e compreenderam
A mensagem daquela noite sem par.

Poema de: Amândio César (1921-1987)

 

Feliz Natal - Nasceu o Menino Jesus


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by Hellder Pinho, em 14.11.12 às 18:32link do post | favorito

A TSF debitava noticias, eu surdo estava longe dali pensava em tudo e em nada, conduzia em piloto automático, até que o gatilho disparou quando o pobre jornalista disse o que tinha de dizer, a palavra, a tal, não me entrou a 100 e saiu a 1000, ficou lá dentro a martelar, chega!, não aguento mais!

Instintivamente o meu dedo furioso voou em direcção ao painel dos botões, carreguei uma, outra e mais outra vez, ao acaso mudei para a RFM e a cacofonia não me acalmou, o mesmo aconteceu quando berraram os enlatados da Comercial, por fim fui parar à Renascença, às 18:30, Avé Maria, que se reza o terço, cheia de graça, porque me ri da minha figurinha, bendita sois Vós que me chamaste à razão,… mas livrai-nos do mal da austeridade, assim seja.


TSF vs Austeridade


xiba-te
by Hellder Pinho, em 15.10.12 às 20:42link do post | favorito

Em tempos difíceis como os que vivemos por vezes não é fácil encontrarmos razões para estar felizes, e a tristeza cava-se no rosto daqueles a quem a vida madrasta não sorri, contudo o humor é umas das melhores formas de libertação e é certamente a par com a fé e a esperança uma das melhores alavancas que poderemos encontrar na adversidade.

Não rias sozinho, faz sorrir também os outros.

 

uma noite vou distribuir sorrisos por quem já não ri há muito tempo, hoje é a noite - frases NICOLA


uma noite

vou distribuir sorrisos

por quem já não ri

há muito tempo,

hoje é a noite

frases NICOLA

 


xiba-te
by Hellder Pinho, em 23.07.12 às 21:27link do post | favorito

Uma das maiores capacidades dos homens é a adaptação, tão depressa estão à mesa do café a discutir os fluidos do adultério das cabritas da freguesia, como no momento seguinte entra o Senhor Abade junta-se ao grupo, e a conversa muda logo para a fervorosa fé das ovelhas do rebanho da paróquia.


Super-Bock e Bogani


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by Hellder Pinho, em 06.05.12 às 19:45link do post | favorito

É um cenário típico nas nossas estradas no inicio de Maio, milhares de peregrinos que vêem de longe e de perto, rumo à Cova da Iria, ao Santuário da «Mãe Maria», percorrem aquilo que em outras circunstancias lhes seria inatingível, tal é a força que lhes imprime a fé, por trás de cada rosto uma promessa, o anseio de quem acredita ser atendido pela Nossa Senhora de Fátima.

 

em busca da felicidade - peregrinos a caminho de Fátima


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by Hellder Pinho, em 30.04.12 às 21:38link do post | favorito

Perdem-se no tempo os porquês de na noite de 30 de Abril para 1 de Maio se adornarem portas e janelas de casas e currais com Maias (Giestas em flor), era (e ainda é) “sagrado”, muito embora não se perceba bem se para afastar o demo?, para que na casa não falte pão?, para dar sorte?, ou pura e simplesmente por tradição, cumpre-se assim religiosamente o folclore pagão, que agora se estende ás garagens, automóveis, e a tudo e mais alguma coisa.

Nos próximos dias, ao bom estilo (pacóvio) português, iremos assistir à triste cena de vermos as felizes giestas verdes de flores amarelas esquecidas a murchar, secar e desfazer-se num qualquer beiral, à semelhança do que acontece com as «sagradíssimas» bandeirolas da Quaresma e da Páscoa que acabam por ficar onde foram colocadas até desbotarem, caírem de podres, ou serem arrastadas por uma qualquer intempérie, ou pior ainda como o que acontece com o estandarte nacional, que se observarmos com atenção ainda restam alguns por aí do tempo do Euro 2004 (vulgo: Bandeira do Scolari - «Cruzes Credo»), atados a um qualquer pau, desbotados e esfarrapados, o triste fim das nossos divisas (as nossas quinas), sem honra nem gloria.

 

Maias - Giestas em Flor - Não vá o diabo tecê-las


Para que neste blog não faltem visitas e ao blogger inspiração, cumpre-se aqui o costume pagão adornando este post com Maias (Giestas em flor), para afastar o «dito»,

não vá o diabo tecê-las…


xiba-te
by Hellder Pinho, em 06.04.12 às 15:00link do post | favorito

Chegamos a sexta-feira santa a caminhada desta quaresma aproxima-se do fim, variando na forma e no comprometimento a maioria dos católicos tratou a esta época com a habitual indiferença, limitando-se a cumprir com o protocolo do jejum das sextas-feiras. A tradição (pagã) ainda dita que nas sextas-feiras se coma peixe, mas essa é um erro de interpretação, ou seja a regra de "antigamente" era que se fizesse o sacrifício de não comer carne (alimento "rico") nos dias de jejum, contudo a substituição da carne por peixe na refeição pode não consistir jejum, e em alguns casos quer pelo seu valor ou pela forma (como é apreciado) pode até traduzir o inverso, a gula.

Ao longo dos tempos diversas correntes foram aparecendo, a que "vigorava" a meio do século passado a do jejum sem carne (quando nem sequer se cheirava o do peixe), mais tarde nos anos 80 a "moda" passava por cortar no café e nos cigarros, e agora que chegamos ao novo milénio da redenção as opções da modernidade passam pela abstinência aos vícios actuais da tv aos jogos on-line, tudo conta desde que signifique sacrifício, e seja feito na devida descrição.

Na essência desta época deve prevalecer sempre o espírito de sacrifício, e o arrependimento acompanhado do perdão, são estes os valores que perduram desde há dois milénios para cá, foram fundamentados no sacrifício humano do nosso irmão Jesus Cristo, e vão continuar a inspirar as gerações futuras no caminho do bem e da verdade.

 

Os Santos Jejuns das Sextas-Feiras

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xiba-te
by Hellder Pinho, em 13.03.12 às 20:55link do post | favorito

O país anda de rastos, o desânimo tomou conta de boa parte da população, nem quando o Benfica perdia quase tudo se viviam tempos assim, embora (felizmente) o club do coração de (ainda) maior parte da população (da metrópole e de quase Angola inteira) não se tenha recomposto totalmente.

Neste nosso Portugal está quase tudo mal, e nem a religião ajuda, o clero (outrora porto seguro da população) fecha-se em copas, limita-se a gerir o pão nosso de cada dia, e a intensificar a ação social (quase sempre meritoriamente), mas é preciso mais, pode ser a hora certa para o rico clero tirar os anéis dos dedos, investir, construir e reconstruir tudo e mais alguma coisa, dar trabalho aos fieis injetando capital e animo na sociedade, dando o seu contributo para alavancar a economia, o povo está cansado de sermões e quer obras, a cassete do discurso do coitadinho copiada de um qualquer partido de esquerda de segunda linha não basta.

Os partidos também não ajudam em nada, temos um novo governo com maioria vai para um ano, esteve cá a troika e (quase) todos disseram "amen", eles voltam cá e continuam todos a dizer "amen", mas isso só não chega, é preciso haver de facto união, esquecer que existem por aí uns quantos velhos do Restelo, que são capazes de dizer que a ideia deles de ontem é má só porque só hoje foi proposta pelo outro partido, é deixa-los palrar à vontade e olhar para o que interessa, pôr o Ministério Publico e os tribunais a trabalhar, levantar processos relâmpago aos corruptos deste país, esses sim merecem ir para o desemprego urgentemente, dar um sinal claro de que há vontade de mudar, de acabar já com o clientelismo, colocar o estado ao serviço da economia apoiando o desenvolvimento de novos projetos, a maior queixa dos empresários não era até à pouco tempo a falta de dinheiro (agora infelizmente também já é), mas sim os entraves e a burocracia que o estado lhes colocava, não estorvar e ser rápido na resposta, já ajuda, e muito.

A nossa comunicação social tem adotado uma linha editorial negativista e catastrófica, e não se ensaia nada em ser parcial e dar voz aos interesses dos grupos para os quais trabalham, ou pior ainda, no caso dos media públicos onde os próprios funcionários (jornalistas) usam o poder da comunicação em proveito próprio tentando com isso manipular as opiniões a seu favor. Raramente se vê uma questão abordada de forma clara, isto é tem sempre de haver a preservativa do coitadinho, a opinião do fazedor de opinião do contraditório, mas se pelo menos isso contribuísse para o cabal esclarecimento da população: do mal o menos, contudo é nos sempre induzida a opinião de que tudo está mal e é mal feito.

Nos últimos anos a justiça tem acumulado processos que não consegue resolver, casos que a comunicação social se encarregou de alimentar, tal é a fome de obter sempre mais supostas provas, novos dados, ou sempre escaldantes insignificâncias, que por vezes só servem para desviar a atenção da opinião publica, conforme o interesse de quem tem força e poder para manipular as noticias. Tirando partido de mil e um expedientes os advogados fazem prolongar em tribunal processos com o único objetivo de adiar o veredicto conforme o interesse do seu constituinte, e de por essa via o prender ao seu jugo como cliente fiel.

No país real, a vida continua, as paredes escondem misérias, e em casa as famílias sofrem, a muitas falta o pão, ou melhor, até falta tudo (porque é que isto não muda?).

Nas ruas somos os maiores, está sempre tudo bem, desde que haja saúde e trabalho, o que não deixa de ser verdade, mas somos capazes de logo de seguida dar uma machadada em todos os conceitos, picar o ponto no emprego, ir para o posto de trabalho, mandar o patrão para o galheiro e pensar ou dizer baixinho: isto não é meu nem do meu pai, quero é que chegue depressa ás 6 da tarde, e ponham é lá o meu certinho ao fim do mês.

Somos uns morcões que para aqui andamos, incapazes de olhar para o espelho e ver o que de mal fazemos, quais burros usamos umas palas e só vemos em frente, ou aquilo que nos interessa ver, somos incapazes de olhar para o lado, libertar o nosso espirito crítico, soltar um berro e dizer:

isto está mal, é favor de fazer bem...

e mais nada!

Um desabafo, porra!


xiba-te
by Hellder Pinho, em 19.01.12 às 00:00link do post | favorito

José Rodrigues dos Santos voltou a uma receita de sucesso e «ressuscita» Tomás de Noronha, daí até inventar um sempre derradeiro segredo, espirrar uma conspiração, urdir o romance com mil e um detalhes das Sagradas Escrituras vai um passo muito imaginativo, e o resultado é bom, até porque nos leva a reflectir, não será tempo da nossa Igreja limpar com as teias de aranha, olhar ao espelho e começar a pensar que o tempo efectivamente passou, estamos no século xxi e devemos acompanhar a evolução da sociedade.
O romance tem por base uma interessante analise às Sagradas Escrituras, em especial ao Novo Testamento e aos Evangelhos em que o autor se deu a algumas liberdades na extrapolação dos textos Bíblicos enquadrando as citações das Escrituras por forma a dar ritmo ao texto e sentido à sua tese. Diversos estudos académicos feitos ao longo dos últimos séculos apontam inúmeros erros aos textos Bíblicos, desde simples incoerências, a erros de tradução, ou por exemplo acrescentos indevidos feitos pelos copistas, contudo, devemos sempre ter bem presente que à luz do Catolicismo acreditamos que os «autores» Sagrados tiveram inspiração divina ao escrever os textos do Antigo Testamento e ao narrar a vida terrena de Jesus, O Messias portador da boa nova. Se mesmo assim continuarem cépticos e não O quiserem tomar como Jesus Cristo filho de Deus podem sempre aproveitar a historia e retirar dela os muitos ensinamentos que ela exprime, acima de tudo: amor e perdão.
Sem procurar muito lembro facilmente algumas das últimas palavras que o nosso Irmão nos deixou: Perdoai-lhes porque não sabem o que fazem (dizem), não vá entretanto alguém argumentar também que Ele não as disse.

 

O Ultimo Segredo - José Rodrigues dos Santos

 

«”Isto é, de resto, uma constante nos Evangelhos. Os evangelistas tentaram em todas as oportunidades apresentar provas de que os diversos aspectos da vida de Jesus mais não eram do que coisas que as escrituras profetizavam sobre o Messias. Procuraram deste modo provar aos judeus que Jesus era o salvador profetizado. Se os factos não o confirmavam, inventavam-nos. Inventaram que Jesus nasceu em Belém, inventaram que a mãe o concebeu virgem, inventaram que era descendente de David.”»

in «O Último Segredo» de José Rodrigues dos Santos


xiba-te
by Hellder Pinho, em 10.06.11 às 17:31link do post | favorito

Longe vão os tempos em que Camões exultou a nossa gloria, longe vão os tempos em que eram grandes os nossos feitos, «ora bolas!», afinal o que se passa, já não seremos nós uma pequena grande nação, um peito ilustre lusitano, que honra canta e rejubila da sua gloria, não teremos sido nós os grandes guerreiros que venceram os deuses do medo, e os preconizadores da grande fusão de sociedades, Deus criou o homem e o português criou a mulata (e fê-la bela). Então porque continuamos acabrunhados, a lamuriarmos constantemente a nossa sorte de não termos nascido ricos, de estarmos (agora) confinados a este canto da Europa (jardim para os outros se passearem), e de todos e mais alguns empecilhos que nos empoeiram o cérebro?

 

Ontem como hoje, hoje como amanhã, o que é preciso é erguer a cabeça, e seguir em frente, demonstrar o nosso valor e vencer, é certo que não temos tecnologia como no tempo de Camões para ir conquistar outros novos mundos alem-terra, nem tão pouco vendemos aviões ou comboios de alta velocidade, mas somos lideres na alta tecnologia que empina o rabo e transforma as flácidas peles das finas senhoras Europeias em firmes e esculturais pernas assim que assentam os seus pés em qualquer sapato de salto alto pensado, desenhado, e feito por mãos Lusitanas, e porque não dizê-lo somos cobiçados pela inteligência e constantemente assediados para trabalhar alem-terra, já não somos só reconhecidos como mão de obra forte e voluntariosa. Se também nos gabam e procuram pelas qualificações, capacidade científica e imaginação, então está hora de apostarmos nós na nossa Lusitânia.

 

Crónica de 10 de Junho, dia de Portugal, Camões, e das Comunidades

 

Crónica de 10 de Junho, dia de Portugal, Camões, e das Comunidades



xiba-te
by Hellder Pinho, em 17.05.11 às 20:18link do post | favorito

Reza a historia que andando a Portuguesa Rainha Isabel (de Aragão) a fazer caridade, levando no seu regaço pão e esmolas para distribuir pelos mais pobres, foi interpelada pelo desconfiado senhor (Rei) seu marido, e à pergunta sobre o que escondia no seu regaço respondeu “São rosas, meu senhor!”, mesmo sendo Isabel castelhana era-lhe impossível à altura ter rosas em Janeiro mas o certo é que elas lá estavam.


Mudaram-se os tempos e são agora outras «rosas» que se atravessam no caminho dos súbditos da Rainha Santa, estas semearam ao longo dos últimos anos carradas de espinhos por todo o lado, distribuíram a torto e a direito subsídios, esmolas que só serviram para acomodar a plebe e criar uma falsa ideia de que trabalhar já era, construíram castelos no ar que não passaram de carradas de projectos sem obra só para encher os bolsos da clientela politica, armaram «boys» cavaleiros com dotes de duques que não mais fizeram que alimentar uma cadeia de vassalos quais sanguessugas do erário publico, depenaram o tesouro nacional e empenharam até ao tutano a terra d’El Rei, não há Dom Sebastião que nos salve, já não acreditamos em milagres, estamos entregues à bicharada.

Mudar é preciso.

Rosas, imagem meramente ilustrativa

* imagem meramente ilustrativa,

as coitadas das rosas (flores) não têm culpa


xiba-te
by Hellder Pinho, em 14.05.11 às 00:00link do post | favorito

A Fé,

«a tal»

que move montanhas,

aplaina estradas,

lima veredas,

luz ao longo do túnel,

é a força que nos atrai

(tal íman humano)

que a todos chama,

mas que nem todos ouvem.

 

 

Santuário de Fátima, Cova da Iria, Procissão de Velas

 


 


xiba-te
by Hellder Pinho, em 13.05.11 às 00:00link do post | favorito

A vantagem de ter Fé e acreditar na intercessão celeste na resolução de um mal, pode apenas ser fortuita, mas a “energia” gerada pela esperança na suposta ajuda esperada é uma força que a muitos faz vingar, e contribui determinantemente para o sucesso da graça pedida.

 

A Fé não conhece crise, mas conhece a crise de que se lamentam os peregrinos, que das mais variadas formas e por inúmeras razões se dirigem a Fátima, agradecer, pedir, rezar ou pura e simplesmente (como são Tomé) ver e acreditar no milagre da Fé a força que cura, trata, liberta, e redime até os corações mais fechados, a mãe que na Cova da Iria nos acarinha Maria (a) Nossa Senhora de Fátima aglutina na sua imagem todo este poder visto tantas vezes (até) acima do próprio Deus,…

 

Fátima é por estes dias a “Meca” dos peregrinos, claro que este abuso e linguagem é despropositado, mas vem a propósito de que embora todos diferentes somos todos iguais,… porque temos Fé e acreditamos em algo maior e superior, cremos em Deus, independentemente do seu nome.

 

 

Fatima, Cova da Iria, Altar do Mundo

 


 


xiba-te
by Hellder Pinho, em 07.05.11 às 21:44link do post | favorito

Cada vez mais preparados, cada ano mais organizados, sempre crentes, os peregrinos “invadiram” de novo as nossas estradas a caminho de Fátima.

 

Peregrinos a caminho de Fátima


xiba-te
by Hellder Pinho, em 24.04.11 às 19:20link do post | favorito

A tradição resiste, Visita Pascal em Vila Chã, Vale de Cambra.

A tradição resiste, Visita Pascal em Vila Chã, Vale de Cambra.


teias de aranha
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