by Hellder 'Lage' de Pinho
xiba-te
by Hellder Pinho, em 30.10.15 às 23:11link do post | favorito

Fora com os políticos de meia tijela empenhados em apregoar políticas irreais, radicais e pouco (ou mesmo nada) ortodoxas.

Temos assistido nos últimos tempos à ascensão mediática de (supostamente eloquentes) representantes partidários, que aproveitando o tempo de antena da guerra que eles próprios instalaram no seio da vida politica portuguesa, adoptam uma posição de constante oposição e critica destrutiva, desperdiçando assim tempo e dinheiro tão necessários a ajudar o Nosso País a dar o tão esperado ultimo empurrão contribuindo (por exemplo) para o desenvolvimento da industria, daquela que cria postos de trabalho, e capaz de gerar riqueza (HELLO!), que até prova em contrário será a uma solução para sair do (tal) “buraco”, que, nunca é de mais recordar (até porque é realidade e não filosofia), essa crise para onde fomos atirados depois de anos e anos de politicas de esquerda, centradas no sector estado em que só se apostou nos sectores não transaccionáveis estagnando (essa coisa) a dita economia real.

Os frutos vermelhos, esses radicais livres, que era suposto serem antioxidantes e benéficos à saúde do regime, ao invés disso, e depois de provavelmente terem andado a fumar daquilo que faz rir, defendem com unhas (de gel) e pivôs bem treinados, que o caminho é passar a letra morta os acordos europeus (e até outros), esquecer o deficit e a inflação, mandar os credores para o galheiro (imprimir moeda), e viver a nossa vidinha, assim tipo orgulhosamente sós, na pobretana ignorância (instrumentalizada), até porque vergonhosamente fazem vista grossa ao que se vai passando à sua volta, nem que se tenha de camuflar algumas (incómodas) notícias com recurso ao lápis azul da censura, sem demonstrarem um pingo de ética, ao arquitectarem um (talvez licito) golpe de estado, com o único propósito de fazer chegar ao poder um líder derrotado, demonstrando uma atitude quase ditatorial, que deverá fazer revolver na tumba de Salazar a Saramago todos aqueles que algum dia tiveram um pingo de hombridade.

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A situação chega a ser tão patética, que os média dão (tanta ou) mais importância às baboseiras de um radical, que a uma qualquer proposta bem-intencionada feita de um qualquer reconhecido estadista. Acordem! Abram a pestana!

 

#AbaixooBotabaixismo


xiba-te
by Hellder Pinho, em 04.06.15 às 07:00link do post | favorito

Mea culpa aqui faço, a vós me confesso, que por minha inusitada inércia, uma semana levei a ler uma frase deste livro, lembrou-se Saramago de relatar um dos grandes folclores da época, e de muitas outras, o soleníssimo desfile religioso do Dia de Corpo de Deus pelas ruas da capital do Império, duvido que naquela altura fosse feriado, porque regalias dessas não as haveria, como agora também não as há, resta-nos o beneplácito de nos recordarmos que seria hoje como sempre foi numa qualquer quinta-feira, escapa-nos o dia, porque esse anda sempre a mudar, para isso nos servem os calendários, contudo hão-de lembrar-se aqueles que estiveram atentos na catequese que tinha algo a ver com Páscoas findadas, dias contados, Trindades festejadas, e Pentecostes celebrados, outros, simploriamente, vão atirar logo para a ponte que se acabou, porque esses cortejos «já n'um s'usam», e o que a malta agora quer são uns quantos feriados para festejar, e outras tantas barraquinhas para petiscar, no passado tal como no presente continua a valer a moda, a Maria vai co'as outras e qualquer dia, se Nosso Senhor o permitir, o governo deixar, e o feriado regressar, o Senhor Padre lá terá de descalçar as alpercatas, e fazer passar a banda de musica, o pálio, e o andor pelo areal fora, pé ante pé pelo meio das toalhas, passando entre aquela em busca do louvado bronze e aquele que cultiva um corpo de deus, ou se São Pedro andar de candeias às avessas com os prematuros veranistas, pois não terá melhor remédio o nosso clérigo que não seja rumar a uma dessas muitas catedrais do consumo e lá encontrará o povo, prontinho para ver passar uma enorme procissão de gente, que venera montras em busca da felicidade material que nunca alcança, regressando uns séculos atrás, custou muito pois então chegar ao fim desse tortuoso paragrafo, uma frase única claro está, enxameada de vírgulas, e sempre a contar pelos dedos as páginas folheadas, desfiando um sem fim de palavras, almejando sempre o bem-aventurado ponto final que nunca mais chega, pudera, Bliminda Sete Luas e Balatazar Sete Sois ainda por lá andam, que é como quem diz, a procissão ainda vai no adro, a obra prometida para Mafra mal começou, e o mestre Saramago vai ter de nos contar tudo, tudinho, porque nesta excepção que confirma a regra, mil imagens não valem por estas palavras que perdurarão para sempre em Memorial do Convento.

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Procissão do Corpo de Deus


xiba-te
by Hellder Pinho, em 24.02.15 às 17:15link do post | favorito

Não sei o que teria o finadíssimo Saramago, contra a nossa muito querida e amada Santa Madre Igreja, Nosso Senhor o tenha, porque afinal todos os arrependidos merecem a dita salvação, e não consta em lado algum que ele quando chegou o momento do seu juízo final, tenha mandado o comunismo o ateísmo, o bolcheviquismo, e todos outros e quaisquer outros ismos que vos passem pela cabeça, passear, e frente a Deus e, à verdade se tenha convertido e, esteja agora a gozar do eterno descanso dos justos. Não pensem vossemecês que não me é permitido dizer tal coisa!, porque ele mesmo escreveu o que bem lhe passou pela real alembradura, martelando, deturpando e adulterando a torto e a direito, as escrituras, enquanto fazia Caim passear entre cenários bíblicos, ridicularizando um dos pilares da nossa crença. Nisto tudo vejo um dom, do qual poucos católicos se podem gabar, teve de ler o Antigo Testamento de fio a pavio. Quanto à parte de procurar, ou descobrir por lá alguns podres, também algumas seitas daquelas que nos batem à porta ao domingo de manhã descobriram, e adulteraram, e afirmam ser mais Cristãs que qualquer beata que vai todos os domingos à missa e comunga de mãozinhas juntas.

Caim

Fica prometido ao povo, porque os Santos não querem saber, talvez um dia também eu dedique algum tempo a escrever as aventuras do nosso nobelíssimo letrado pelo reino dos céus, e ficarão assim todos a saber qual é por lá a palavra do senhor, graças a Deus.

 


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