by Hellder 'Lage' de Pinho
xiba-te
by Hellder Pinho, em 29.03.09 às 20:09link do post | favorito

O spam informativo (não necessariamente e-mail) que diariamente consumimos de forma voluntaria é um foco de distracção, desvia as nossas atenções para assuntos por vezes abordados de forma leviana e superficial e de duvidoso interesse marginal, acabando por manipular as nossas emoções e chegando a inconscientemente moldar a opinião das massas. É agora tempo de amadurecer ideias, separar o essencial do acessório, apurar os nossos assuntos de interesse e sermos mais selectivos quanto á fonte informativa. Eis que começa a assentar o pó da hiperactiva sociedade da informação, assiste-se cada vez mais ao florescer de uma geração mais exigente quanto aos conteúdos que consome, atenta ao grau de veracidade da informação e á credibilidade daqueles que a veiculam. São os primeiros raios de sol da Era do Conhecimento.

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xiba-te
by Hellder Pinho, em 27.03.09 às 17:12link do post | favorito

A tecnocracia da crise mede-se em números, vírgulas, pontos, percentagens, ou até curvas de gráficos de longe tangentes ao sofrimento diário dos por esta afectados. Os políticos babam-se ao anunciarem, debaterem e contraporem números que mascaram (tanto por excesso como por defeito) a realidade da aflição diária dos seus eleitores. Os economistas desdobram-se em análises e extrapolações que nunca demonstram nada nem levam a lado algum. Os jornalistas tecem conjecturas, montam cenários, formulam hipóteses, rodeiam ideias, mas qual laranja seca o sumo que sai do seu cérebro é escasso e quase azedo. No meio da discussão virtual das estatísticas e números deambula o comum dos mortais, essa mole humana para quem a realidade se traduz em incerteza e desespero, estes por mais contas que se façam estas nunca conseguirão transformar percentagens em pão ou pontos em fraldas. As contas não traduzem as dores dos que vêem reduzidas as suas poupanças, a aflição dos que não sabem como pagar a prestação da casa, a angustia dos bolsos dos reformados na hora de pagar a conta da farmácia, o aperto no estômago daqueles que já nem esperança têm de encontrar um qualquer trabalho.

 

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by Hellder Pinho, em 23.03.09 às 19:03link do post | favorito

Será que ainda vais estar assim quando eu aí voltar?!

Portela do Homem  Gerês

 

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by Hellder Pinho, em 21.03.09 às 13:00link do post | favorito

Acerca de mais um lamentável acidente com uma criança.

Os senhores jornalistas não coloquem os assuntos ao contrario, não transportem o ónus da culpa para a legislação quando esta não contempla que hajam nas janelas (varandas, portas, etc.) das habitações protecções para que as crianças não caiam ou tenham acidentes. Trocando isto por miúdos quando alguém projecta algo deve de ter em conta o uso que vai ter (ou não?!) quando se constrói uma habitação é suposto pensar que esta vai ser frequentada por crianças. Ou não será (eticamente) reprovável que não se faça melhor quando a isso não se é obrigado (por lei).

Razões para que se construa á trocha mocha:

Quem projectou não sabe fazer melhor?!

Ou será que não aprendeu a fazer melhor?!

Quem construiu não deixou fazer melhor?!

         Ou quis meter mais uns tustos ao bolso?!

Quem acompanhou não estava lá?!

         Ou tinha de fazer de conta?!

Quem verificou não foi lá?!

         Ou não tinha de verificar?!

 

Triste conclusão as habitações na Lusitânia custam fortunas e na maioria dos casos são de fraca qualidade.

continua brevemente… post inacabado - como algumas obras!

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xiba-te
by Hellder Pinho, em 18.03.09 às 19:32link do post | favorito

Na sala de espera da urgência do hospital, o homem aguardava impacientemente por notícias da esposa, que tinha dado entrada com problemas ginecológicos. Nisto dirige-se-lhe o médico e diz:

- O senhor pode estar tranquilo, trata-se apenas de uma infecção provocada por um pouco de látex de preservativo…

O homem interrompe e diz:

- … mas… mas nós não usamos preservativo!

 

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by Hellder Pinho, em 16.03.09 às 18:41link do post | favorito

A terra das portas está ás portas de comemorar mais um aniversário de elevação a cidade, com uma indústria bem enlatada, que também é líder em engarrafamento (de líquidos), esta gente empreendedora vive na inoxidável harmonia de quem com a mestria de um tanoeiro constrói da mais pequena cuba ao maior dos silos.

Á mesa esquecem o gosto requintado dos bons queijos que produzem e deliciam-se com iguarias como os colesterolicos rojões de ressô, ou as extra-saturadas iscas em molho de cebolada, sempre regadas com um ilegal americano tinto produtor directo que ninguém produz mas todos bebem.

Em poucas décadas o fértil vale (quase) abandonou a agricultura e floresceu de industria, passando de terra de emigrantes a foco de imigrantes, transformando a pacata urbe de feiras aos 9 e 23 de cada mês, na Suíça Portuguesa um melting pot semi-mundano com a maior taxa horeca (bares, cafés, etc.) da região.

Das encostas donde os artistas canastreiros quase desapareceram despontam agora discretamente outros vultos, com a sua arte expressam o saber e experiencia desta gente orgulhosamente apelidada de serrana (os xarranos).

 

Assinado: o Migrante.


xiba-te
by Hellder Pinho, em 14.03.09 às 11:24link do post | favorito

Acerca da tragédia ocorrida esta semana em Aveiro…

Recordo-me dos tempos em que tantas vezes fui para o trabalho de cabeça perdida, em que de repente tudo tinha um sentido absurdo… a convivência quotidiana com o stress induzia-me um estado de alucinação estúpida que (embora avisado) recusava admitir.

Cego por vontade própria, via-me prisioneiro de uma teia da qual recusava sair. O telemóvel tocava e nem a mecânica sincopada do seu atendimento despertava o sentimento de que algo ficou esquecido, e aqueles dias por vezes pareciam tão estupidamente normais como qualquer outros.

Malditos tempos aqueles em que falsamente me convencia que tem de ser e tem de ser feito e me deixei ludibriar pela fantasia do stress, fui dominado pela ansiedade e pela depressão, não parei para pensar e nem sequer ouvi os outros.

O recuperar da consciência foi lento e penoso, não sofri sozinho, pior, fiz sofrer também aqueles que comigo estavam!


xiba-te
by Hellder Pinho, em 11.03.09 às 19:12link do post | favorito
Penso logo escrevo, já não esqueço!
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xiba-te
by Hellder Pinho, em 10.03.09 às 19:08link do post | favorito

«A verdadeira divindade do homem branco é o metal redondo e o papel forte a que ele chama dinheiro. […] O Papalagui adora o metal redondo e o papel forte, gosta de encher a barriga com uma serie de líquidos provenientes de frutos mortos, e com carne de porco, boi e outros horríveis animais, mas acima de tudo gosta de uma coisa que não pode agarrar e que no entanto existe: tempo. Leva-o muito a sério e conta toda a espécie de tolices acerca dele. Embora não possa haver mais tempo do que o que medeia do nascer ao pôr-do-sol, isso para o Papalagui nunca é importante.» (in O Papalagui) 

Um século volvido e estas palavras de Tuiavii descrevendo o Papalagui (homem branco, Europeu) do início do século xx continuam actuais, dinheiro á frente de tudo, comer bem e beber melhor, e reina ainda entre nós a velha máxima de que se pode trabalhar (viver) 24 horas por dia e fazer horas extra á noite.

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xiba-te
by Hellder Pinho, em 09.03.09 às 19:04link do post | favorito

“Só me lembro que há crise quando chego a casa e ligo a televisão!”

esta foi a melhor frase que ouvi nos últimos tempos, bem hajam os Tugas que assim falam.

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xiba-te
by Hellder Pinho, em 05.03.09 às 19:25link do post | favorito

P: O que fazer para surpreender o marido no aniversario de casamento?

R: Organize uma jantar íntimo e apareça com a sua amante!

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xiba-te
by Hellder Pinho, em 03.03.09 às 19:36link do post | favorito

Paira de novo sobre a nossa sociedade o fantasma do casamento entre pessoas do mesmo sexo, é certo que estaremos longe de uma séria discussão sobre este assunto, mas devemos estar atentos até porque uma faixa da nossa sociedade já prepara o assalto. Andam por aí muito boas senhoras que aguardam com expectativa o desenrolar desta situação para se revelarem. Que mulheres gostem de mulheres não me admira porque eu também gosto é de mulheres. Contudo é necessário que se respeitem os limites da decência e que se ponderem bem os impactos desta medida contra natura.

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teias de aranha
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