Vi-te quando saía do emprego,
piscaste os meus olhos com o teu habitual sorriso tímido,
senti-me intimidado quando te apanhei de frente
mas o teu natural tom rosado não deixava duvidas,
estavas no teu maior fulgor de beleza,
é então que decido ir atrás de ti.
Desliguei o “automático” e segui o meu instinto,
desci ao vale,
cruzei o rio na velha ponte,
e subi a serra sem olhar para o lado,
agora sabia de cor o caminho
e como te encontrar.
O meu destino eras tu!
Foi no nosso - há muito esquecido -
mas sempre eterno recanto que te achei.
Saí do carro e corri outeiro a baixo para te ver melhor,
frente a frente…
deixei que me beijasses
uma,
outra,
e mais outra vez,
os poucos minutos que se passaram foram uma longa eternidade
a ver-te desaparecer no firmamento.
Feliz,
virei as costas sem te dizer adeus,
vemo-nos amanhã. 